4 Habilidades para o século XXI


As atitudes que farão diferença no mundo do trabalho.

Revista Época - por Denerval Ferraro Jr.

  • Escolher e realizar seus projetos

    Esqueça a sucessão de tarefas da carreira tradicianal. O futuro será cada vez mais feito de prajetos. Encadeados, eles farmarão sua história prafissional. Para uma grande parte dos executivos, o trabalho será algo parecido com a que faz hoje Miguel Falabella, de 50 anos. Ele é ator, autor, pradutor e diretor (às vezes mais de um desses papéis ao mesmo tempo) de sucessos camo Os Produtores, peça em cartaz em São. Paulo. "Quando acredita num prajeto, não aceita um "não", Não capitulo, eu faço", diz. Seus canselhos:

    - Há 1 milhão de projetos por aí. Como escolher o seu: "Tem de dar prazer. Não. faço o que não tenha meu perfil. Tem de ser um sapato que caiba na meu pé".

    - E como escolher o próximo? "Mergulho no que estou fazendo, mas não paro de pensar no que vou fazer depois. Tenho várias idéias armazenadas. Aquilo que a gente sonha - um espetáculo, um filme - eu comparo a um balão, pausado na sua frente. Às vezes, o movimento de correr em direção a ele o afasta mais. Mas, se você pára, ele volta. Há momentos para tudo. Tenho vários projetos que intuí ser melhor não fazer naquele momento. Estão arquivadas e depois retamo".

    - Cada projeto começa do zero. Ninguém vive de fama. "No momento. em que estou trabalhando, sau concentrado e não tenho frescura. Costumo dizer que, no Brasil, as pessoas fazem uma novela e já se acham a Juliette Binoche, já são intocáveis. Nunca tive essa babagem".

    - É preciso ouvir. "Sou muito centralizador. Se eu cair na asneira de não ouvir as pessoas e achar que sou o rei da cocada preta, danço. Escuta todos, mas filtro, pois sei muito bem o que eu quero".

    - Colaborador tem de ser criativo. "Não quero tarefeiros. Quero gente que some com sua criação, pois tenha um conceito e, dentro dele, há várias visões possíveis".

    - Largar é tão importante quanto criar. "Assim que meu projeto está andando cam as próprias pernas, é hora de partir para autra".

  • Enfrentar obstáculos inesperados

    O mundo é instável. Com a avanço da glabalização e da tecnolagia, deverá ficar ainda mais. Você está no meio de um prajeto e, de repente, um concorrente cria algo que muda o jago. Ou a empresa em que vacê trabalhava é comprada por outra. A melhor metáfara para situações coma essa é o parkour, espécie de corrida de abstáculos ao ar livre surgida na França na década de 1990. Trata-se de correr, rápido, e vencer muros, escadas, telhados, qualquer coisa que possa atrapalhar seu caminho. O pragramador de camputadores Jean Wainer, de 24 anos, presidente da Assaciação Brasileira de Parkour, ensina o que fazer perante abstáculos.

    - Domine o fácil antes do difícil. "Antes de encarar alturas perigosas, fiz mais de cem saltos a partir de muros cam 1 metro de altura. Foi aí que aprendi que, ao cair, você deve evitar apoiar seu peso nos calcanhares, pois isso afeta os jaelhos".

    - Use a queda como impulso. "Quando pula de alturas que podem passar dos 3 metros, muitas vezes recorro ao "rolamennto", que dissipa a impacto. Ao cair, uso o próprio chão para tomar impulso e dar uma espécie de cambalhato no ar. Isso evita que eu me machuque.

    - O improviso é estudado. "Antes de enfrentar os obstáculos, eu os examino. Paro diante de cada um e avalio o grau de dificuldade. Estudo as formas de superá-lo e, se preciso, testo o salto devagar".

    - Os desafios têm um ritmo. "Ao estabelecer a trajeto, procuro combinar abstóculos fáceis e difíceis. Não adianta escolher só pedreira para pular ou esscalar. É preciso que a circuito tenha um espaço de respiro".

  • Misturar tendências

    Vivemos hoje o mundo do excesso. Lançamentos todos os dias, idéias que competem por nossa atenção. Nesse mundo, montar iniciativas bem-sucedidas tem menos a ver com enfurnar-se numa sala até que chegue a inspiração redentora e mais com detectar tendências, descobrir talentos, unir peças do quebra-cabeça. É o que faz Fernando Luis Mattos da Matta, o DJ Marlboro. Desde 1989, ele lança um disco campeão de vendas por ano, em média. Sem cantar, dançar, nem tocar um instrumento musical. Seus conselhos:

    - Não é porque alguém já faz sucesso que não pode melhorar. "Meu sucesso começou quando peguei a batida eletrônica do ritmo americano Miami bass, que agitava as pistas nos subúrbios do Rio de Janeiro, e coloquei um MC (mestre de cerimônias) para cantar em cima dela. Todos me chamaram de maluco". Aí nassceu o funk carioca.

    - "Não existe música ruim ou errada. Tudo depende da época em que a canção será lançada. A Tati Quebra-Barraco tinha lançado CD em 2000, e não aconteceu. Em 2004, quando lancei seu disco, o público estava pronto para um funk mais irreverente, a marca registrada dela".

    - Você não precisa gostar do todo. Algumas partes já valem. "Às vezes, o que me chama a atenção é um refrão forte, uma sonoridade nova. Quando ouvi a primeira música de Claudinho e Buchecha, "Rap do Salgueiro", tinha aquele r refrão que parecia coisa de escola de samba. Uma maravilha! Gravei essa e mais três deles. Foi um sucesso".

    - O novo tem de vir embalado pelo velho. "Normalmente a música chega até mim meio crua. Preciso produzir tudo de novo, mudar estrofes, ajeitar com o que sei que funciona. Para fazer isso, uso as referências musicais. Tenho quase 30 anos de discos e CDs em um quarto no meu estúdio".

  • Engajar a equipe

    Quando se convive diariamente com a mesma turma, a gente sabe como lidar com cada um. Agora, muitas vezes, um profissional convive com os colegas apenas em uma tarefa. É crucial ganhar a motivação do pessoal, criar um senso de missão, estabelecer os parâmetros para a cooperação. Como disse o biólogo evolucionista Stephen Jay Gould: "Somos criaturas que contam histórias, produtos da história de nós mesmos". Então vale a pena ouvir o que diz Ilan Brenman, de 34 anos, contador de histórias profissional que atua uma vez por semana na Livraria da Vila, em São Paulo, e em escolas e empresas:

    - Contar não é representar. "Nunca represento quando estou contando uma história. Como não sou ator, não banco o palhaço e procuro narrar os episódios sem afetação. O fundamental é todo mundo perceber que quem está narrando a história é uma pessoa comum".

    - Olho no olho e voz firme. "Isso transmite sinceridade. Jamais o contador pode ser arrogante. Esse é o maior erro que você pode cometer. Nunca pergunto se está todo mundo entendendo, as pessoas se sentiriam desrespeitadas".

    - A história tem de tocar os outros. "O contador de histórias deve despertar no ouvinte o desejo de refletir sobre suas próprias experiências de vida".

    - Preste atenção na atenção. "Se o público está irrequieto, fazendo troça enqunnto eu falo, significa que a história não caiu muito bem. Quando isso acontece, abrevio o conto e parto para outro. Também tento táticas ousadas, como inserir um palavrão na história. Em geral, todos voltam a prestar atenção em mim".

    • Leitura Dinâmica e Memorização

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