Como conseguir passaporte para o sucesso


Como a vivência no exterior pode alavancar a sua carreira.

Revista Vencer - por Natália Mello

Na disputa por uma boa colocação no mercado, sai na frente quem já teve a oportunidade de trabalhar no exterior. No mundo atual, relações entre empresas de diferentes países viraram rotina. E para atuar neste cenário, é preciso muito jogo de cintura, visão de mercado e capacidade de negociação - qualidades que podem ser conquistadas com a vivência internacional.

A primeira dica para quem pensa em trabalhar no exterior é "vá em frente", aconselha Fernando de Castro, gerente de Recursos Humanos da Michael Page International connsultoria de recrutamento de executivos. "No Brasil temos a desvantagem de viver em um país continental. Ficamos isolados", diz, ao fazer uma comparação com a Europa, onde os profissionais estão em contato constante com vizinhos de outras nacionalidades. "Quem vai para fora ganha flexibilidade e conhece metodologias de gestão mais avançadas", afirma.

Mas atenção: é importannte manter o foco em sua área profissional. Ir para o exterior e trabalhar como entregador de pizza, por exemplo, pode ser uma fria. "Para quem é jovem , pode ser interessante", opina Angela Nunes, diretora da divisão de Executive Search, do Grupo Foco. "Mas um profissional mais experiente deve buscar outros desafios", alerta.

Uma boa opção para quem sonha em desnvolver a carreira em outro país são os cursos de pós-graduação. O preço é alto, mas existem organizações como a Fundação Estudar, que concedem blosas.

Estar em uma universidade estrangeira aumenta as chaces de conseguir uma colocação no exterior: é possível desenvolver um networking, além de informar-se sobre oportunidades profissionais. Foi o que fez o advogado Rodrigo Vella. Depois de oito anos de carreira, ele decidiu fazer as malas e ir para Washington, nos EUA, onde cursou o LL.M (Master in Laws), na Georgetown Universtity. Vella trabalhou em dois grandes escritórios nova-iorquinos. De volta à terra natal, ele abriu seu próprio escritório e acredita que não seria tão bem sucedido sem a vivência no exterior. "Você é mais valorizado quando tem uma experiência internacional no currículo", afirma.

Outro caso de sucesso é o da economista Daniela Barone Soares, CEO da Impetus Trust - ONG britânica de venture philantropy, especializada em captar recursos. Em 1995, Daniela embarcou rumo a Boston, nos EUA, para fazer um MBA na Harvard Business School, e nunca mais voltou. Passou por empresas de renome como a Goldman Sachs e o BankBoston, até optar pelo terceiro setor. A lista de países onde Daniela trabalhou é extensa: EUA, Espanha, Itália, França e Inglaterra. A receita para adaptar-se a cenários tão diferentes? "Sei que não há lugar perfeito: o lugar ideal é uma impossível mistura do melhor de vários países e cullturas", conta. "O grande aprenndizado é fazer de cada canto a sua casa e, por outro lado, sentir-se sempre de passagem, apreciando a paisagem e o que aquele momento da vida tem para oferecer."

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