Comunicação: Posso lhe dar um feedback?


Revista Época Negócios - por Álvaro Oppermann

Posso lhe dar um feedback? Essa pergunta às vezes é entendida como "posso acabar com você?". Apesar des­sa tensão, o feedback é essencial para o crescimento e aprimoramento das empresas. Scott Halford, autor de Be a shortcut ("Seja um atalho"), elaborou um guia sobre a arte do feedback. Tem cinco pontos fundamentais:

• Crie segurança

Pesqui­sas do neurocientista Kevin Ochsner, da Universidade de Columbia, revelam que me­nos de 30% das pessoas põem em prática o feedback recebido. E o principal motivo da falha é o clima de desconforto. Por isso, aja de forma civilizada e amistosa. Sua avaliação será improdutiva se deixar a pessoa em situação desagradável ou humilhante diante dos colegas.

• Seja positivo

Tente dar também feedbacks favorá­veis. Uma avaliação positiva estimula os centros de re­compensa do cérebro, tornando a pes­soa mais aberta a novas direções. Já o feedback negativo, indicando a necessi­dade de ajustes, aciona os mecanismos defensivos. Por isso, sempre acrescente sugestões para superar o problema.

• Seja imediato

O cérebro humano aprende melhor se apanhado no ato. Não deixe para dar um feedback meses depois, quando a pessoa nem se lem­bra direito do problema (treinadores de animais sabem bem disso: ou é na hora ou nunca). O feedback produtivo é aquele dado frequentemente.

• Seja específico

As pes­soas reagem melhor quando recebem orientações claras e diretas. Dizer, por exemplo, que "você deveria falar mais nas reuni­ões" é genérico demais e pode causar interpretações distorcidas. "Quero ouvir pelo menos uma opinião sua durante as reuniões, porque você é inteligente" fun­ciona melhor.

• Seja duro, não malvado 


Quando alguém comete um erro e você é encarregado de dar o feedback, comece per­guntando como ela vê a situação. E evite dizer o quão estúpido foi o erro.

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