É possível aumentar seu QI?


No século XX foi constatado o que se chamou de "efeito Flynn": enorme aumento nas pontuações dos testes de quociente de inteligência de uma geração para outra. Agora, o próprio pesquisador que deu nome ao fenômeno discute esses resultados. Mas, na prática, é possível fazer algo para ficarmos mais espertos?

Revista Scientific American - por Amanda Nogueira

Todo mundo quer ser inteligente - e reconhecido como tal. Não é de estranhar, portanto, que o tema inquiete tanto psicólogos e neurocientistas quanto leigos, que desejam tirar o melhor proveito possível da capacidade intelectual. Há duas ou três décadas ainda se acreditava que o quociente de inteligência (QI) - a medida de habilidades mentais para solução de problemas, entre as quais aptidões como memória e raciocínio verbal - era fixo e, em grande parte, determinado pela genética.

Novas descobertas neuropsicológicas não deixam dú­vidas de que a ideia está ultrapassada. Pesquisas recentes, realizadas em diversos países sugerem que uma função cerebral bem básica chamada memória operacional poderia estar na base da nossa inteligência geral, abrindo a intrigante possibilidade de que, se uma pessoa desenvolver essa habili­dade, pode melhorar sua capacidade de encontrar soluções para os mais diferentes problemas.

A memória operacional é o sistema de armazenamento de informações de curto prazo do cérebro. Funciona como uma espécie de "bancada de trabalho" para a resolução dos proble­mas mentais. Por exemplo, se você calcular 98-23+2, a memória operacional armazenará as etapas intermediárias necessárias para elaborar a resposta. A quantidade de informações que poderá ser guardada está fortemente relacionada à inteligência geral.

Uma equipe chefiada pelo neurocientista Torkel Kling­berg, do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, encon­trou sinais de que os sistemas neurais que fundamentam a memória operacional podem "crescer" quando estimulados. Com mapeamento cerebral pelo método da ressonância magnética funcional (RMf), o grupo quantificou a atividade cerebral de adultos antes e de­pois de um programa de treina­mento da memória operacional, que envolveu tarefas como a memorização das posições de uma série de pontos numa gra­de. Depois de cinco semanas de treinamento, a atividade cerebral deles tinha aumentado nas regiões associadas com esse tipo de memória. A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Ao estudarem crianças que tinham completado esse tipo de exercício mental, Klimberg e seus colegas observaram melho­ras numa variedade de aptidões cognitivas não relacionadas ao treinamento - e um salto nas pontuações do teste de QI de 8 % , segundo artigo veiculado pela Journal of the Amencan Acade­my of Child and Adolescent Psychia­try. O pesquisador acredita que o treino em memória operacio­nal poderia ser uma chave para ampliar significativamente o poder do cérebro. "A genética e o período gestacional inicial são bastante importantes, mas não podemos desprezar o fato de existir um percentual (e não sabemos qual é) que pode ser melhorado por estímulos am­ bientais e pelo treinamento."

Estudos recentes realizados nos Estados Unidos também confirmam que é possível re­forçar essa função por meio do treinamento da memória fun­cional (aquela que nos permite recordar números de telefone apenas pelo tempo suficiente para que possamos discá-Ia). Os resultados foram publicados na Proceedins of the National Academy of Science.

"A inteligência foi sempre considerada como traço here­ditário inalterável. Mas nossos resultados demonstram que é possível aumentá-Ia por meio de treinamento adequado", declarou a pesquisadora Su­sanne Jaeggi, pós-doutora em psicologia pela Universidade de Michigan e uma das autoras do estudo. Ela e seus colegas mediram a inteligência fluida de quatro grupos de voluntários empregando testes padroniza­dos. Depois, treinaram cada um deles em uma complexa tarefa de memorização, na qual os participantes deveriam memorizar estímulos visuais e auditivos apresentados simulta­neamente e depois recordá-los. O jogo foi montado de forma a se tornar mais difícil a cada sucesso e fácil a cada fracasso. Isso assegurava que o nível ele­vado de dificuldade fosse ajus­tado individualmente mas não se tornasse tão complicado a ponto de minar a motivação dos participantes. Os quatro grupos passaram por meia hora diária de treinamento por prazos de respectivamente 8, 12, 17 e 19 dias. Ao final de cada sessão, os estudiosos testavam novamente a inteligência fluida dos volun­tários. Para garantir que não estavam melhorando apenas sua capacidade de realizar testes, os pesquisadores compararam seu desempenho ao de grupos de controle que faziam as provas, mas não passavam pelo treinamento. Susanne Jaeggi acredita que o treinamento funcionou em razão de diversos aspectos do exercício: ignorar itens ir­relevantes, monitorar o desem­penho, coordenar duas tarefas simultaneamente e conectar itens relacionados uns aos ou­tros no tempo e no espaço. Os especialistas, porém, não sabem se os efeitos persistem após a interrupção do treinamento. De qualquer forma, o prognóstico parece bastante promissor.

• Faces da inteligência

O psicólogo Howard Gard­ner, professor da Universidade Harvard, criador da teoria das inteligências múltiplas, aposta na necessidade de desenvol­ver habilidades específicas nas crianças, valorizando mais as potencialidades que as eventuais dificuldades. A teoria das múl­tiplas inteligências de Gardner presume que os seres humanos são dotados de diversas facul­dades mentais relativamente au­tônomas, entre elas a musical, a espacial, a cinestésica e a natura­lista. O psicólogo cita ainda as
inteligências interpessoal (que define a capacidade de se rela­cionar com os outros e entender seus sentimentos) e intrapessoal (o autoconhecimento).

Para analisar o conjunto de inteligências, Gardner sugere três significados distintos: a caracterização geral das capacidades humanas (buscando captar o que é singular e genérico na inteligência), o exame de dife­renças individuais em relação a um traço de interesse (descrição e comparação dos distintos perfis de inteligência entre os indivíduos) e a maneira como uma tarefa é executada (por meio de metas, estilos e valores, avaliar se o trabalho foi reali­zado inteligentemente). Para o psicólogo, a teoria das múltiplas inteligências pode ser útil para a educação ao explorar mais efetivament te o potencial de cada aluno, em vez de considerar, de maneira geral, que este ou aquele são dotados de maior ou menor capacidade intelectual.

Afinal, a inteligência não é mas estática, implica transfor­mações culturais, empenho e motivação, o que pode garantir a superação de características inatas e limites. Embora vários especialistas apontem para a necessidade dessa técnica, pro­vas como a escala Wechsler de Inteligência para Crianças (ou Wisc, na sigla em inglês), por exemplo, usada desde 1947, oferecem informações interes­santes. O filósofo e psicólogo Iames R. Flynn, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, defensor da ideia do fator g, inquieta-se com uma questão: diante dos significativos aumen­tos das pontuações do testes de QI em todo o mundo nos últimos anos - o chamado efeito Flynn -, é possível dizer que as pessoas estão mais inteligentes?

• Mestres do xadrez

O mercado de trabalho tem exigido cada vez mais que as pessoas saibam decidir, tenham tato para receber o que os outros sentem e desejam - e tenham destreza para desenvolver vários projetos ou tarefas ao mesmo tempo, privilegiando cada um deles, de acordo com a neces­sidade do momento. Só isso, porém, não é suficiente: são
exigidos criatividade, raciocí­nio rápido e habilidade para resolver problemas. Ou seja, é preciso ser inteligente. Até para se divertirem as pessoas têm se empenhado em ficar mais espertas. Não é raro ver crianças pequenas já familiarizadas com o teclado do computador. Os videogames e os jogos eletrônicos favorecem a resolução de problemas nos contextos visual e simbólico - basta perceber as exigências cognitivas de jogos como Tetris (geometria espacial), Myst (enig­mas de engenharia) e Grand Theft Auto (mapas). Aptidões na reso­lução de problemas tornaram-se necessárias para desfrutar por inteiro nossas atividades e lazer. Os grandes mestres de xadrez são cada vez mais jovens, mas o padrão de jogo dos torneios continua a aumentar.

Melhorar habilidades cog­nitivas também pode ajudar a ser bom pai ou boa mãe. Cada vez mais os adultos têm levado a sério as perguntas "hipotéticas" dos pequenos - mesmo que os infindáveis "porquês" sejam difíceis de ser respondidos. Incentivar a curiosidade infantil (ainda que não se tenha todas as respostas na ponta da língua) é fundamental. Aliás, mais que ter respostas, vivemos em um mundo em que saber onde e como buscar a informação - para depois refletir sobre ela, sem simplesmente aceitá-Ia - se tornou um valor importante. Os paradoxos em relação ao aumen­to dos resultados de QI, porém, começam a se multiplicar. So­mente agora somos capazes de resolvê-los - e, ao fazê-lo, elucidamos aspectos fundamentais da inteligência e também o abismo que separa nossa mente da de nossos ancestrais. Compreender a inteligência é como entender a dinâmica do átomo: precisamos saber não apenas o que faz com que seus componentes perma­neçam juntos, mas também o que os separa.

Psicólogos e psicanalistas alertam pais e educadores para um fato aparentemente óbvio, mas fundamental: por mais que a genialidade pareça atraente, ela não é, de forma alguma, um passaporte para o sucesso e muito menos para a felicidade. Como lembra o psicólogo Chris­tian Fischer, especializado no acompanhamento de meninos e meninas com inteligência acima da média, "uma criança pequena que resolve problemas matemá­ticos com destreza, por exemplo, é apenas uma criança pequena com habilidades desenvolvidas em determinadas áreas". Não se pode exigir dela que haja como adulta. Afinal, já não é novidade que grande parte das capacida­des pode ser desenvolvida com treino e perseverança, da mesma forma que dons inatos são abafa­dos e perdidos em circunstâncias ambientais desfavoráveis. Inteli­gência é bem-vinda, sem dúvida. Mas de nada adianta se não a usamos a nosso favor, para fazer escolhas benéficas.

• "O cérebro não é um computador!"

As ideias do psicólogo americano Howard Gardner - a hipótese das múltiplas inteligên­cias - tornaram-se conhecidas mundialmente em 1982. Professor da Universidade Harvard, ele é considerado um dos "demolidores" do conceito de quociente de inteligência (QI). O pesquisador refuta a visão tradicional a respei­to da inteligência: "Prevalece, há centenas de anos, a ideia de que em nosso cérebro existe um único computador, de capacidade muito geral. Quando funciona bem, a pessoa inteligente é capaz de destacar-se em qualquer atividade. Se o desempenho for apenas razoável, o portador con­segue resultados satisfa­tórios. Se funciona mal, o dono desse equipamento é um tolo, incapaz de esta­belecer relações coerentes. Discordo disso tudo".

Gardner acredita que a relação entre o cérebro e a mente pode ser descri­ta como um conjunto de oito (ou até mais) sistemas distintos de elaborações fundamentais. Um pode funcionar muito bem, enquanto outro apre­senta rendimento mediano, e um terceiro atua mal. Para explanar a tese, cita pessoas com excepcional habilidade espacial e matemática (os jogadores de xadrez), porém destituídas de inteligência interpessoal, incapazes de compreen­der os outros e manter relacionamentos.

Além disso, segundo o estudioso, as inteli­gências podem se relacionar entre si, trabalhar em conjunto - um músico virtuoso, além da habilidade para reconhecer sons, organizá-Ios e reproduzi-Ios de maneira original, provavelmente é dotado de uma afiada inteligência corporal-si­nestésica, com a qual controla o corpo para fazer soar as notas desejadas no instrumento.

As oito inteligências identificadas pelo psi­cólogo são:

1. Linguística: domina as palavras, sabe como explorá-Ias.

2. Lógico-matemática: confronta e avalia objetos e abstrações e discerne suas relações e princípios subjacentes.

3. Espacial: compreende o mundo visual de forma minuciosa, transforma e modifica percep­ções e recria experiências visuais mesmo sem estímulo físico.

4. Musical: é competente não só para com­por e executar obras com intensidade, ritmo e timbre, mas também para ouvir e discernir.

5. Corporal-sinestésica: controla e orquestra os movimentos do corpo e maneja objetos habilmente.

6. Pessoal: determina com precisão humores, sen­timentos e outros estados mentais em si mesmo (inte­ligência intrapessoal) e em outros (interpessoal) e usa a informação como guia de comportamento.

7. Naturalista: reconhece e organiza objetos naturais.

8. Existencial: apreende as questões fundamentais da existência e pondera a respeito delas. No entanto, são necessárias mais evidên­cias para determinar se esta é uma inteligência.

• Vantagem genética

Recentemente, acompanhei um teste de desempe­nho aplicado em crianças e adolescentes (com idade entre 7 e 18 anos), para medir seu grau de adaptação. Os resultados foram comparados com o de uma amostra aleatória de pequenos voluntários testados em 1984. As crianças não obtiveram nenhum ganho nos subtestes Comunicação e Socialização. Na verda­de, perderam terreno no subteste Aptidões da Vida Diária (que tinha itens obsoletos como "costurar ou fazer debruns em roupas"). O fato de não termos nos tornado mais inteligentes desde 1900 não im­plica que ganhos imensos de QI ao longo do tempo sejam triviais. Podemos usar abstrações, lógica e o hipóteses para atacar os problemas formais que surgem qua 8. Existencial: apreende as questões fundamentais da existência e pondera a respeito delas. No entanto, são necessárias mais evidên­cias para determinar se esta é uma inteligência.

• Vantagem genética

Recentemente, acompanhei um teste de desempe­nho aplicado em crianças e adolescentes (com idade entre 7 e 18 anos), para medir seu grau de adaptação. Os resultados foram comparados com o de uma amostra aleatória de pequenos voluntários testados em 1984. As crianças não obtiveram nenhum ganho nos subtestes Comunicação e Socialização. Na verda­de, perderam terreno no subteste Aptidões da Vida Diária (que tinha itens obsoletos como "costurar ou fazer debruns em roupas"). O fato de não termos nos tornado mais inteligentes desde 1900 não im­plica que ganhos imensos de QI ao longo do tempo sejam triviais. Podemos usar abstrações, lógica e o hipóteses para atacar os problemas formais que surgem quando a ciência liberta o pensamento das situações concretas. Nas últimas cinco décadas nos tornamos bem mais engenhosos em avançar, ultrapassando regras aprendidas para resolver proble­mas de maneira mais eficaz.

Quando gêmeos idênticos são separados ao nascer e criados longe um do outro, desenvolvem quociente de inteligência bem mais semelhante ao de indivídu­os aleatoriamente selecionados. A explicação óbvia são os genes idênticos, e esses estudos podem ser considerados prova de que a carga genética é poderosa e o ambiente, frágil. Contudo, diferenças gigantescas de QI entre uma ge­ração e a seguinte parecem apontar para a existência de fatores ambientais de enorme potência. Surge aí mais uma questão: como evidências aparentemente sólidas podem às vezes mostrar que o ambiente é desprezível e, ao mesmo tempo, poderoso?

Consideremos os gêmeos idênticos John e Joe, que foram separados ao nascer. Os dois vivem numa região de fanáticos por basquete. Seus genes os tornaram mais altos e mais rápidos que a média, num mesmo grau. John joga basquete no playground, gosta mais do esporte e o pratica com mais frequência que a maioria; com o passar do tempo atrai os olhares do técnico da escola, joga num time, acaba competin­do no colegial e recebe orientação técnica de nível profissional. Joe frequenta a escola de uma cidade a centenas de quilômetros.

Por serem seus genes idênticos aos de John e por ser mais alto e rápido que a média dos garotos da sua idade, é provável que ele tenha uma história de vida semelhante. Em outras palavras, uma van­tagem genética que poderia ter sido bem modesta na época do nascimento tem imenso efeito sobre as aptidões finais se ambos tiverem ambientes corres­pondentemente melhores - os genes ganham assim o "crédito" pela potência de fatores ambientais poderosos, como mais prática, jogo em equipe e orientação técnica.

Imaginemos agora uma criança que nasce com uma aptidão ligeiramente maior que a outra. Qual delas tenderá a gostar mais da escola, provavel­mente será incentivada a frequentar a biblioteca e a ingressar numa universidade? E se essa criança tiver uma gêmea idêntica separada que tenha tido uma história acadêmica bem parecida, o que explicará os Qls semelhantes quando as duas forem adultas? Não apenas os genes idênticos - mais exatamente a habilidade desses genes de usufruir os ambien­tes de qualidade similar será a peça que falta do quebra-cabeça.

Os genes "lucraram" por ter assumido o controle de fortes alças de retroalimentação que operam entre desempenho e ambiente. Uma vantagem da habilidade firmada nos genes gera um ambiente propenso ao empenho pessoal, o que aumenta a possibilidade de bom desempenho; isto, por sua vez, amplifica novamente a vantagem, o que facilita o acesso ao ambiente de uma boa universidade. Essas alças de retroalimentação, que chamo de "multiplicadores individuais", costumam ter influ­ência decisiva sobre o destino dos indivíduos. Existe também um "multiplicador social". A Revolução Industrial de fins do século XIX e início do XX exigiu anos adicionais de estudo.

Quando o ensino de primeiro grau se tornou a norma, muitos quiseram obter um diploma do colegial. Quando um diploma do colegial passou a ser corriqueiro, as pessoas passaram a se empenhar para conseguir grau de bacharel. Ao mesmo tem­po, o progresso econômico criou um nicho social com novas expectativas em relação a estimular as crianças intelectualmente, praticar atividades de lazer cognitivamente mais complexas e exercer ati­vidades profissionais mais bem remuneradas, que exijam tomadas de decisão e opiniões elaboradas. Em reação ao novo ambiente, muitos se esforçam para melhorar a própria atuação, o que empurra a média para cima; as pessoas reagem a essa nova situação, procurando adaptar-se a ela. Resultado: uma esca­lada das aptidões cognitivas num curto espaço de tempo. Diferenças genéticas e tendências ambientais impulsionam esses processos de retroalimentação entre gerações.

• Dez categorias para medir o desempenho intelectual

As questões abaixo exemplificam o tipo de problemas propostos em cada um dos subtestes da escala Wisc (*).

- Informação:

Em que continente fica a Argentina?

- Aritmética:

 Se quatro brinquedos custam R$ 6,00, quanto custam sete?

- Vocabulário:

 O que significa "debilitante"?

- Compreensão:

 Por que as ruas são geralmente numeradas em ordem?

- Completar a figura:

 Indique a parte que falta em uma figura incompleta.

- Desenho de bloco:

 Use blocos para reproduzir um desenho de duas cores.

- Montagem de objeto:

 Monte o quebra-cabeça com desenho de objetos comuns.

- Codificação:

Com uma chave, faça uma cor­respondência entre símbolos e formas ou números.

- Arranjo de quadro:

 Reordene um conjunto de cartas embaralhadas de figuras para contar uma história.

- Semelhanças:

 De que maneira cães e coelhos são parecidos?

(*) Isoladamente, as respostas não indicam pontuações de quociente de inteligência. Eventualmente, são feitos ajustes necessários à adequação da prova a diferentes cul­turas. Tanto a Wisc quanto o teste de Raven são aplicados exclusivamente por psicólogos.

• Hábitos que fazem diferença

O que comemos, ouvimos, nossos hábitos de vida, como dormimos e até mesmo a forma como encaramos as frustrações influem na maneira como nosso cérebro funciona. Sem dúvida, a saúde neurológica é fundamental e alguns aspectos de fato são intransponíveis, mas a ciência tem mostrado que há atitudes que podem melhorar nossa capacidade de aprendi­zado e resolução de problemas - ou seja, nossa inteligência. Porém, diferentemente do que era apregoado há algum tempo pela ciência, não existe uma única forma de sermos habilidosos intelectualmente. É pos­sível que uma pessoa tenha bastante facilidade para resolver questões lógico-matemáticas, domine bem as palavras e saiba como utilizá­-Ias, mas tenha grande dificuldade na relação interpessoal, no reconhec

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