Linguagem corporal: sensibilidade e atitude


Saber identificar os sinais que o corpo emite auxilia na vida profissional.

Revista Vencer - por Maria Christina de Andrade Vieira

O corpo é nossa maior e mais poderosa ferramenta de comunicação e, no entanto, é tão pouco explorado! Aprender mais sobre ele e desenvolver novas habilidades em comunicação podem fazer diferença no relacionamento com as pessoas e nas mais diversas situações profissionais e sociais.

A percepção da linguagem corporal é algo que exige profunda atenção e extrema sensibilidade, pode tornar profissioonais mais competitivos e, sobretudo, melhores pessoas; mais tranqüilas. Raros profisssionais fazem uso da linguagem corporal, seja para seu próprio aprimoramento, seja também para ampliar a percepção do que outras pessoas revelam. Ler nas entrelinhas das mensagens ou nos sutis e breves sinais que os gestos transmitem ajuda qualquer um a comunicar melhor. Por que insistir na conversa com um conhecido num coquetel quando ele afasta levemente seu corpo?

É preciso equilíbrio para estar antenado com novidades, navegar em meio a tecnologias que se renovam a cada dia sem perder a capacidade de ver, ouvir e olhar o outro. Afinal, são pessoas que tecem a vida das empresas.

Considerar a linguagem corporal como uma das múltiplas, mas significativas, ferramentas da comunicação permite ampliar essa compreensão para a oralidade, o tato, a audição, o visual e ainda a sinestesia ou movimento.

É fácil identificar pela voz a filha chateada, pelo andar o amigo deprimido, pelo olhar o colega empolgado. A mesma voz ou andar podem explodir alegria e o olhar revelar intensa dor. Essas são manifestações corporais evidentes, porém são as sutis que mais intrigam. Como usar todos estes recursos?

A inteligência emocional nos relembra que é preciso se conhecer os outros. Portanto, aprimorar o processo de autoconhecimento é indispensável para uma boa comunicação. Sócrates, o filósofo grego, ensinava: "Conhece-te a ti mesmo". Isso se traduz em profundo encontro consigo mesmo, em olhar o espelho de frente e se ver por inteiro. O "eu" real que desvenda o consciente e o inconsciente. Esse olhar cuidadoso deve perceber se há consonância entre o eu interior, a personalidade, a identidade e o corpo, atento a tudo que ele é capaz de exprimir. Quantas vezes se fala algo e o olhar, a mão ou o lábio traem, contradizendo a palavra? São as armadilhas do inconsciente! O desenvolvimento da sensibilidade é fundamental na consciência corporal.

A postura é a identidade, a individualidade, a personalidade de cada um. Ela deve ser natural, espontânea, verdadeira. Quanto mais autêntica, mais fáácil de gerar empatia.

O corpo é o melhor mensageiro. Imóvel ou em silêncio, ele expressa algo. No entanto, qualquer gesto ou movimento deve ser autêntico. Isso é marketing pessoal. Quando a pessoa consegue equilibrar e exteriorizar educação, cortesia, competências, talentos e habilidades de maneira espontânea e agradável gera simpatia imediata, além de alimentar constantemente sua sensibilidade para perceber o outro.

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