Manual do funcionário elegante


Fim de ano e momento de fazer um balanço da carreira, pensar nas compras de Natal, planejar a viagem de reveillon e de encarar o inevitável: a festa da firma. Ela pode ser o inferno ou o paraíso. Isso só depende de você.

Revista você S/A - por Vaness Barone

Há bebida à vontade, mas nin­guém pode beber demais. Há mulheres e homens interessan­tes, mas ficar de "chamego" com alguém pega mal - ou pior, é proibido pelo código de conduta. Há música animada, mas ai de quem dan­çar "na boquinha da garrafa". Assim são as festas corporativas de fim de ano: uma imen­sa contradição. Elas parecem - só parecem­ ocasiões sociais. Mas, na verdade, são uma es­pécie de hora extra que se faz num ambiente mais descontraído. Portanto, há uma série de regras que, apesar de não estarem escritas, fa­zem parte da cartilha do bom comportamen­to do mundo corporativo. Desconhecer esse capítulo do livro de etiqueta pode colocar em risco uma imagem lapidada durante todo o ano. VOCÊ S/A ouviu consultores de imagem e headhunters e preparou um minimanual pa­ra manter a linha na festa da firma.

• Churrascos

Algumas companhias trocam os eventos noturnos por comemo­rações com direito a churrasco e piscina. Portar-se com elegância nessas circunstâncias e uma arte. Para começar, as mulheres devem tomar cuidado com os trajes de banho diminutos. Não peça para o chefe passar bronzeador nas costas. Melhor ficar à sombra. "Tambem não e o momento para estrear o biquíni fio dental, por mais bonito que seja o seu corpo", diz Cristina Za­netti, da consultoria Oficina de Estilo. Outro ponto importante: visual esportivo não significa roupa velha e detonada.

• Flertes

Casais formados por co­legas de trabalho existem. Mas festa de firma não e lu­ gar para iniciar um roman­ce. Ele pode ate vingar, mas, atée Iá, o casal terá virado as­sunto do café. "E permitido, no máxlmo, um flerte, uma dança, e só. Deixe o resto para depois da festa", afir­ma Ana Cury, consultora de imagem. Investidas de cole­gas assanhados devem ser repelidas. "Ao sinal de asse­dio, saia de perto", diz Glo­ria Kalil, expert em etiqueta.

• Chefia

Nada de intimidades, reco­menda Ana Cury, mesmo com boas intenções. Não é porque o presidente da empresa está ali, brindan­do com os funcionários, que é aceitável charná-lo para dançar. "Sabe aquela coi­sa de elogiar a roupa e dizer que a mulher dele é mui­to bonita? Não pode", diz a consultora. Para os chefes, a recomendação é circular. "O papel do líder e quebrar o gelo, tratando todo mun­do da mesma forma e apro­veitando para conhecer os funcionários", diz Daniela Ribeiro, consultora da Robert Half, empresa de re­crutamento.

• Panelinhas

Esse tipo de encontro po­de, e deve, ser aproveitado para fazer networking para além de seu departamento. Com discrição e bom humor, ê possível aumentar a rede de contatos dentro da em­presa. "As pessoas estão descontraídas, então, é o momento de conhecer ou­tros funcionários", diz Juliana Nunes, diretora de unidade de negócios da Asap, em­presa especializada em re­crutamento de executivos com escritório em São Paulo.

• Bebidas e comidas

A regra é clara. "Não se toma porre com quem po­de te mandar embora", alerta Gloria Kalil. Diante da oferta muitas vezes farta de bebidas alcoólicas, é aconselhável ter cuidado para não acabar a noite pendurado no pescoço do chefe. "Cara cheia des­trói qualquer imagem", diz a consultora de imagem Silvana Bianchini. Conter-se diante do bufê tam­bém é de bom-tom. "Nada de achar que é boca­ livre e comer de forma voraz", diz Silva na. Melhor fazer um lanche antes da festa para conter a fome e não ganhar fama de glutão.

• Assuntos

Falar de trabalho no momento de confraternização pega mal. Não é hora de discutir projetos, comentar planilhas e muito menos de pedir aumento. Se o che­fe tiver bebido além da conta, então, piorou: ele não vai registrar nada do que foi conversado. "O que é di­to fora do horário de trabalho não é oficial", diz Juliana Nunes, da Asap. Isso quer dizer que qualquer assunto está liberado? Também não. "Entre os temas que de­vem ser evitados está polítlca, assunto que causa po­lêmica ou, no minimo, constrangimento", aponta Gloria Kalil. A empresa teve um ano difícil e precisou demitir gente? Fique na sua e não faça comentários na festa - nem por decreto. É gafe!

Figurino

Nunca é demais recomendar ao público feminino: mesmo que o evento seja uma ba­lada, com show e luz estro­boscôpica, o visual deve ser discreto. Ou seja, estão vetadas saias ultracurtas, fendas vertiginosas, barriga de fora e transparências excessi­vas. "Deve-se prestar aten­ção não apenas no decote da frente, mas também no decote das costas. Isso por­que a pessoa que lhe cum­primentar vai tocar sua pele e a mão pode escapar pa­ra dentro da roupa", diz Ana Cury. Evite igualmente rou­pas com brilho em excesso.

• Convite

Chamar de convite é maneira de dizer. Para as festas corporativas, em geral, os funcionários são convocados, mesmo que sutilmente. Ou seja, a presença ê obrigatória e demonstra que você s se orgulha de fazer par­te daquele time. Principal­mente se a companhia é pequena ou a festa é só de uma área. "Compare­cer é uma questão de po­lítica de boa vizinhança", diz a expert em etiqueta Gloria Kalil. Outra ques­tão que pode deixar duúvidas é quanto a levar ou não parentes. Se o convi­te não deixar claro, per­gunte. O que não pode é arrastar a prole para o evento e correr o risco de ser o único.

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