Mas que Conversa Afiada


Bater papo não é falar do próprio umbigo. Veja como ser bem-vindo nas conversas.

Revista Você S.A. - por Célia Leão

Vamos ver se você concorda comigo: acho que uma das melhores coisas desta vida é ter o privilégio de conhecer alguém bom de papo. Assuntos interessantes, divertidos, que trazem conhecimento e que ensinam. Ou então que nos fazem refletir. Gente boa de paro tem sempre algo bom a dizer e - ah! - como essas pessoas também sabem escutar. Incluem todos na conversa, não se vangloriam nem contam um milhão de vezes sobre a viagem que fizeram à Europa nem sobre o MBA que cursaram em Harvard ou qualquer outra escola de elite.

Para ajudar a atingir esse patamar, eis alguns lembretinhos que, tal qual os chás caseiros, não irão lhe fazer mal algum.

- Não seja uma pessoa de um assunto só - ~Como na música de João Gilberto. Esta é uma sacada genial. No trabalho ou na vida pessoal não há nada mais chato do que a convivência com um ser humano de uma nota só: são os netos, os filhos, o marido ou os resultados da empresa, ou a tecnologia da qual se vale para trabalhar, a viagem ao exterior, o carro novíssimo, e por ai vai.

Afe!Para uma criatura assim, só posso dizer: leia mais, perceba que há vida ao seu redor. Pare de olhar somente para o próprio umbigo e se toque de que há vidas interessantes, além da sua própria.

- Inclua, não exclua - Esta costuma acontecer naqueles eventos empresariais: como é desagradável ter o desprazer de sentar ao lado de uma pessoa que não consegue perceber que há vida fora de sua empresa, que não necessáriamente todos os presentes ali dominam o assunto sobre o qual ela, entusiasticamente, discorre. E nem conhecem todos os figurões que ela , insistentemente, cita como exemplo. Niguém merece.

- Os jargões técnicos - Também é de lascar você participar de uma reunião em que a empresa lhe é apresentada por meio de siglas internas e jargões tecnológicos. Assim, se a reunião for interna, você poode usar e abusar desses termos comuns a todos na empresa. Se houver um convidado de fora, esqueça esse jeitão - cá entre nós, meio cafona - de falar, e converse de forma inteligível a todos, incluindo quem não domina o linguajar.

Pense nisso caso você se encaixe nos exemplos acima. Sob pena de ficar só muito em breve. Não é difícil entender, quando nos deparamos com esse perfil, porque as pessoas, ao cruzar com ele no corredor ou no cafezinho da empresa, estão cada vez mais apressadas e sem tempo para nada além de um oi rapidíssimo.

Célia Leão é autora de Boas Maneiras de A a Z (Editora STS) e consultora de etiqueta empresarial. E-mail: etiqueta@abril.com.br / www.vocesa.com.br

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