Nove Passos para um Cérebro mais Inteligente


9 Maneiras de Expandir sua Capacidade Mental: música, exercícios, alimentação, noites bem dormidas, fármacos...

Revista Scientific American - por Kate Douglas, Alison George, Bob Holmes, Graham Lawton, John McCrone, Alison Motluk e Helen Phillips

É possível expandir capacidades mentais. Com a ajuda das neurociências podemos tirar proveito de recursos neurológicos e ter uma vida saudável, raciocínio ágil e boa memória por mais tempo. Pesquisas recentes indicam que a maneira como direcionamos pensamentos, hábitos alimentares e de lazer, entre outros comportamentos, nos permite melhor aproveitamento do petencial das células cerebrais. Como as capacidades não costumam ser prejudicadas em sua totalidade, temos a possibilidade de "exercitar" mais determinadas regiões e funções neurológicas. Nos últimos anos, estudos realizados com técnicas de imageamento revelaram a existência da plasticidade neural: no transcorrer do tempo, redes de neurônios podem ser reestruturadas e, com isso, são ativadas outras áreas do cérebro até então menos utilizadas. E, felizmente, temos a possibilidade de colaborar para ampliar o alcance desses processos.

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1 . Alimento para pensar melhor: refrigerantes no café da manhã podem prejudicar capacidade cognitiva.

O que comemos pode influir na maneira como raciocinamos? Pesquisas mostram que sim, já que o cérebro é o órgão mais exigente do corpo - e tem algumas necessidades dietéticas específicas. Não é de estranhar, portanto, que mantê-lo adequadamente alimentado favoreça mecanismos cognitivos e mnemônicos. Uma providência que pode contribuir, logo cedo, para a acuidade das funções cognitivas é tomar café da manhã. Estudos revelam que deixar de lado a primeira refeição do dia reduz o desempenho intelectual.

Pesquisa desenvolvida pela nutricionista Barbara Stewart-Knox, professsora da Universidade de Ulster, Reino Unido, e publicada em 2003, mostrou que crianças que tomam o café da manhã com bebidas gasosas e petiscos açucarados tiveram desempenho similar ao de pessoas com 70 anos em testes de memória e atenção. Segundo a pesquisadora, a ingestão de torradas aumentou as pontuações das crianças numa variedade de testes cognitivos, mas quando os exercícios ficaram mais complexos, os voluntários que tomaram o café da manhã com cereais com alto teor de proteínas obtiveram melhores resultados.

A despeito da polêmica que o consumo de ovos tem despertado, estudos recentes indicam que uma escolha inteligente para o almoço é omelete, feita praticamente sem gordura, acompanhada de salada. O ovo é rico em colina, substância usada pelo organismo para produzir o neurotransmissor acetilcolina. Pesquisadores da Universidade de Boston constataram que, quando administrado em adultos jovens, o fármaco escopolamina, que bloqueia os receptores de acetiIcolina no cérebro, reduz significativamente a capacidade de memorização de pares de palavras. Baixos níveis do neurotransmissor também estão associados à doença de Alzheimer; alguns estudos sugerem que o aumento da ingestão daquela substância na dieta pode diminuir o ritmo da perda de memória relacionada à idade.

Saladas são fundamentais, já que o cérebro produz grande quantidade de energia - e também muitos radicais livres. Por serem antioxidantes, as vitaminas C e E atuam como neuroprotetores. A vitamina B12 e o ácido fólico melhoram a memória. A ingestão de verduras e legumes crus ricos em vitaminas e betacarotenos, ajuda a manter os neurônios em bom estado.

Recentemente, o biólogo Dwight Tapp e colegas da Universidade da Califórnia em Irvine comprovaram que uma dieta rica em antioxidantes melhorava as aptidões cognitivas de 39 beagles adultos - provando que é possível ensinar novos truques a um cão velho. Tudo leva a crer que também humanos se beneficiem de regimes alimentares que combatem o "enferrujamento" cerebral.

Para completar o almoço, um iogurte é boa opção. O alimento contém o aminoácido tirosina, necessário para a produção dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina, entre outros. Estudos realizados pelas Forças Armadas americanas revelam que há redução dos estoques de tirosina quando estamos sob tensão e que a suplementação pode melhorar o estado de alerta e a cognição.

Para manter os níveis de glicose em alta, convém fazer um lanche no meio da tarde. Só tenha o cuidado de evitar as comidas calóricas com baixo valor nutritivo e, particularmente, guloseimas altamente processadas, como bolos, massas doces e salgadas e biscoitos, que contêm ácidos graxos trans. Elas não apenas provocam acúmulo de quilos. Há três anos, durante o congresso anual da Sociedade de Neurociência em San Diego, Califórnia, relataram que ratos e camundongos criados com junk food para roedores tiveram dificuldade de encontrar saída em labirintos e levaram mais tempo para lembrar soluções de problemas que já tinham resolvido. Quando esses animais receberam uma droga para reduzir os níveis de triglicérides, seu desempenho nas tarefas de memorização melhorou.

Cérebros são constituídos por cerca de 60% de lipídios; mas, se gorduras trans entupirem o sistema, o que é necessário comer para mantê-lo bem lubrificado? Acumulam-se as evidências a favor dos ácidos graxos ômega-3, em particular o ácido docosaexaenóico, ou DHA. Em outras palavras, nossas avós tinham razão: comer peixe faz bem. A substância não apenas alimenta e lubrifica sistemas cerebrais em desenvolvimento, como também parece ajudar a protelar a instalação de quadros de demência. Estudos publicados em 2004 revelam que camundongos mais velhos de uma linhagem geneticamente alterada para desenvolver a doença de Alzheimer tiveram 70% menos placas amilóides associadas à doença quando alimentados com dieta rica em DHA.

2 . Efeito Mozart: tocar instrumentos estimula coordenação motora fina, concentração e sensibilidade.

Há uma década, a psicóloga Frances Rauscher, atualmente professsora da Universidade de Wisconsin em Oshkosh, e seus colegas provocaram um alvoroço com a descoberta de que ouvir Mozart aprimorava o raciocínio matemático e espacial. Até os ratos percorriam os labirintos com maior rapidez e precisão depois de ouvir obras do compositor do que a após serem submetidos a ruídos ou à música do minimalista Philip Class. Ano passado, Rauscher relatou que, pelo menos para os ratos, uma sonata para piano de Mozart parece estimular a atividade especificamente em três genes envolvidos na sinalização de células cerebrais.

Mas antes de ir apanhar os CDs, um aviso: nem todos que procuraram pelo efeito Mozart conseguiram se beneficiar dele. Mesmo Rauscher considera que a música impulsiona o poder cerebral simplesmente por fazer os ouvintes se sentir melhor - relaxados e estimulados ao mesmo tempo - e que um estímulo comparável poderia levar a resultados similares.

Existe, contudo, uma maneira pela qual a música realmente pode favorecer o raciocínio e a capacidade lógica, mas exige um pouco mais de esforço que a simples seleção de algo melodioso no seu iPod: aprender a tocar instrumentos. Crianças de 6 anos que tiveram aulas de música, em vez das de teatro ou nenhuma instrução extra, obtiveram um aumento de 2 a 3 pontos nos escores de QI, em comparação com os demais. Rauscher também descobriu que, depois de dois anos de curso de música, meninos e meninas em idade pré-escolar obtiveram pontuações melhores em testes de raciocínio espacial que aquelas que tiveram aulas de computador.

O estímulo de uma variedade de aptidões mentais provavelmente se dá por causa da exigência de movimentos delicados e precisos dos dedos, do treino da coordenação motora fina, do desenvolvimento da atenção necessária para a altura do som e para o ritmo, além de exigência de sensibilidade emocional. Porém, ainda não se sabe com certeza como ocorre esse processo. Nem está comprovado que os adultos consigam, com a prática, obter um impulso mental tão bom quanto o das crianças. Mas, com certeza, não deve haver nenhum mal em tentar.

3 . Drogas da Inteligência: medicamentos em fase de teste ajudam pessoas a permanecer alertas por 90 horas.

Por volta dos 40 anos, a maioria das pessoas já percebe mudanças em suas aptidões mentais. É o início de um declínio gradual que pode culminar em demência. Em muitos casos, porém, é possível reverter esse processo ou pelo menos diminuir seu ritmo. Alguns fármacos que poderiam fazer esse trabalho, conhecidos como "promotores ou estimulantes cognitivos", já estão no mercado, e outras drogas com a mesma função devem surgir em breve.

O mais conhecido talvez seja o modafinil, atualmente em estudo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) para liberação de venda no Brasil. Licenciado para tratar a narcolepsia, o medicamento apresenta efeitos notáveis também em pessoas sadias. Testes mostram que é capaz de manter o estado de vigília e alerta por 90 horas seguidas, sem que o consumidor apresente sintomas como irritação ou prejuízo de concentração - como muitas vezes ocorre com anfetaminas e café.

Com a ajuda do modafinil, pessoas privadas de sono podem ter um desempenho até melhor que quando estão bem descansadas e sem medicamentos. Pesquisas feitas com militares americanos mostram que alguns conseguem permanecer acordados por 40 horas, dormir oito, em média, e então novamente ficar mais algumas noites inteiras acordados sem efeitos nocivos. Alguns fármacos também foram desenvolvidos para melhorar a memória. Em princípio, muitos deles parecem funcionar sem efeitos colaterais importantes.

Mas se as drogas são tão eficazes, por que já não estamos todos tomando estimulantes cognitivos? "Precisamos ser cuidadosos", alerta Daniele Piomelli, da Universidade da Califórnia em Irvine. Medicamentos para nos manter acordados, por exemplo, suscitam preocupações: durante o sono ocorrem atividades psíquicas fundamentais para processos inconscientes de elaboração, que ainda não estão completamente desvendados. As consequências do uso frequente desses produtos para a saúde mental a médio e longo prazo ainda são uma incógnita.

Piomelli estuda o sistema canabinóide do corpo no intuito de tornar a memória emocionalmente menos carregada nas pessoas que sofrem de transtorno de stress pós-traumático. Provocar mudanças no sistema mnemônico pode ter efeitos indesejáveis, adverte. "No final, poderemos acabar nos lembrando de coisas que não queremos."

O pesquisador Gary Lynch, também da Universidade da Califórnia, expressa preocupação semelhante. Ele é o inventor das ampacinas, uma classe de drogas que muda as formas como recordações são codificadas e altera a intensidade dos rastros de uma memória. Esse "lastro" é indispensável para "construirmos" novos aprendizados com base naquilo que já conhecemos. "O fármaco age somente no cérebro, tem uma meia-vida curta, de horas", alega Lynch. Foi demonstrado que as ampacinas restauram a função de macacos intensamente privados de sono que, sem o medicamento, teriam mau desempenho. Os estudos preliminares em humanos são igualmente animadores. "Em alguns anos deverá ser possível fazer com que uma pessoa idosa apresente desempenho neurológico muito mais ágil, similar ao que tinha quando mais jovem", diz ele.

4 . Treinamento para Aumentar o QI: ao contrário do que se acreditava, capacidade intelectual pode ser aprimorada.

Há duas ou três décadas ainda se acreditava que o quociente de inteligência (QI) - a medida de habilidades mentais para solução de problemas, entre as quais aptidões espaciais como memória e raciocínio verbal - era fixo e, em grande parte, determinado pela genética. Novas descobertas neuropsicológicas não deixam dúvidas de que a idéia está ultrapassada. Pesquisas recentes, realizadas em diversos países, sugerem que uma função cerebral bem básica chamada memória operacional poderia estar na base da nossa inteligência geral, abrindo a intrigante possibilidade de que, se uma pessoa desenvolver essa habilidade, pode melhorar sua capacidade de encontrar soluções para os mais diferentes problemas.

A memória operacional é o sistema de armazenamento de informações de curto prazo do cérebro. Funciona como uma espécie de "bancada de trabalho" para a resolução dos problemas mentais. Por exemplo, se você calcular 98-23+2, a memória operacional armazenará as etapas intermediárias necessárias para elaborar a resposta. A quantidade de informações que poderá ser guardada está fortemente relacionada à inteligência geral.

Uma equipe chefiada pelo neurocientista Torkel Klingberg, do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, encontrou sinais de que os sistemas neurais que fundamentam a memória operacional podem "crescer" quando estimulados. Com mapeamento cerebral pelo método da ressonância magnética funcional (RMf), o grupo quantificou a atividade cerebral de adultos antes e depois de um programa de treinamento da memória operacional, que envolveu tarefas como a memorização das posições de uma série de pontos numa grade. Depois de cinco semanas de treinamento, a atividade cerebral deles tinha aumentado nas regiões associadas com esse tipo de memória. A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Ao estudarem crianças que tinham completado esse tipo de exercício mental, Klimberg e seus colegas observaram melhoras numa variedade de aptidões cognitivas não relacionadas ao treinamento - e um salto nas pontuações do teste de QI de 8%, segundo artigo veiculado pelo Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. O pesquisador acredita que o treino em memória operacional poderia ser uma chave para ampliar significativamente o poder do cérebro. "A genética e o período gestacional inicial são bastante importantes, mas não podemos desprezar o fato de existir um rograma de treinamento da memória operacional, que envolveu tarefas como a memorização das posições de uma série de pontos numa grade. Depois de cinco semanas de treinamento, a atividade cerebral deles tinha aumentado nas regiões associadas com esse tipo de memória. A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Ao estudarem crianças que tinham completado esse tipo de exercício mental, Klimberg e seus colegas observaram melhoras numa variedade de aptidões cognitivas não relacionadas ao treinamento - e um salto nas pontuações do teste de QI de 8%, segundo artigo veiculado pelo Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. O pesquisador acredita que o treino em memória operacional poderia ser uma chave para ampliar significativamente o poder do cérebro. "A genética e o período gestacional inicial são bastante importantes, mas não podemos desprezar o fato de existir um percentual(e não sabemos qual é) que pode ser melhorado por estímulos ambientais e pelo treinamento".

5 . Maravilhas da Memória: técnica menmônica propõe invenção de narrativas para fixar informações.

Imagine um auditório ocupado por 600 pessoas. Cada uma diz o próprio nome a você. Uma hora depois, pedem-lhe que se recorde de todos eles. Você consegue? A maioria de nós está à altura da tarefa. Para desempenhá-la é necessário apenas um pouco de técnica e dedicação.

É possível aprender estratégias dos mnemonistas que memorizam rotineiramente séries com milhares de dígitos, poemas épicos inteiros ou listas com centenas de palavras sem relação entre elas. Quando a neurologista Eleanor Maguire, pesquisadora da University College, de Londres, estudou os oito primeiros colocados do Campeonato Mundial Anual da Memória, não encontrou nenhuma evidência de que essas pessoas tivessem QI particularmente alto ou cérebro anatomicamente diferente do da maioria da população. Mas, enquanto memorizavam, esses atletas mentais exibiram atividade em três regiões cerebrais que se tornam ativas durante esse processo - mas não permaneciam ativas durante a realização de testes simples de memória.

A ocorrência pode estar ligada ao fato de sete deles terem usado estratégia na qual colocam os itens a serem lembrados ao longo de uma "rota visualizada". Para recordar a sequência de um baralho completo, por exemplo, os campeões atribuem uma identidade a cada carta, talvez um objeto ou pessoa, e, à medida que olham as lâminas, inventam história baseada na sequência de interações entre esses personagens e objetos.

Os atores usam uma técnica semelhante: incorporam um significado emocional àquilo que dizem. Afinal, sempre nos lembramos melhor dos momentos altamente emotivos que daqueles com menor carga emocional. Alguns profissionais de teatro também associam palavras a movimentos, recordando significativamente melhor de falas acompanhadas de ações que daquelas proferidas quando estão estáticos, mesmo meses depois de a peça ter saído de cartaz. A psicóloga Helga Noice, da Faculdade Elmhurst de Illinois, e o ator Tony Noice descobriram esse efeito. Em um estudo, voluntários que vincularam palavras a gestos conseguiram reproduuzir 38% delas depois de apenas cinco minutos, enquanto participantes de outro grupo, que apenas memorizaram, sem movimentar o corpo, acertaram só 14% da lista. Os pesquisadores acreditam que ter duas representações mentais garante mais chances de relembrar o que é necessário dizer.

Segundo o professor Barry Gordon, da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, hábitos simples como sempre colocar as chaves do carro no mesmo lugar, fazer anotações em papel para "desocupar" a mente ou simplesmente decidir prestar atenção podem fazer uma grande diferença para a quantidade de informações que retemos. E se guardar nomes das pessoas é seu ponto fraco, por exemplo, é possível experimentar algumas associações mentais: da próxima vez que for apresentado a alguém invente uma pequena narrativa envolvendo o nome que acabou de ouvir ou associe a palavra a um personagem de filme ou romance, criando um contexto para aquela informação.

6 . Feedback Positivo: parece truque, mas é neurociência - paciente controla reação fisiológica com a mente.

Existe um misterioso método de controle de pensamento que pode ajudar a maioria das pessoas a estimular a própria capacidade cerebral. Ninguém sabe exatamente como funciona e é difícil descrever exatamente como fazê-lo: não é relaxamento nem técnica de concentração - mas um estado de espírito. Chama-se neurofeedback e está, lentamente, ganhando credibilidade científica.

A técnica se desenvolveu com base na terapia de biofeedback, popular nos anos 60. A proposta é apresentar uma medida em tempo real de algum aspecto aparentemente incontrolável de sua fisiologia, como frequência cardíaca, por exemplo, e estimulando praticante a modificá-la. Surpreendentemente, muitos pacientes descobriram que podiam fazê-Io, embora apenas raramente conseguissem descrever como.

Mais recentemente, a técnica foi aplicada ao cérebro - especificamente à atividade de ondas cerebrais medida por um eletrencefalograma, ou EEG. As primeiras tentativas tinham como finalidade estimular o tamanho da onda alfa, que progride quando estamos calmos e concentrados. Em um dos experimentos, os pesquisadores associaram a velocidade de um carro em um jogo de computador ao tamanho da onda alfa. Pediram então aos indivíduos que fizessem o veículo se movimentar mais rápido usando apenas a mente. Muitos conseguiram fazê-lo e, aparentemente, ficaram mais alertas e concentrados.

A prática passou a ser adotada como terapia alternativa para o transtorno do déficit de atenção de hiperatividade(TDAH), Nos últimos anos, tem sido usada também no tratamento de epilepsia, depressão, ansiedade e na recuperação de movimentos após derrames e lesões cerebrais.

Alguns pesquisadores experimenntais passaram a usar escâneres no lugar de EEGs, o que permite que os pacientes vejam e controlem a atividade de partes específicas do cérebro.

O neurocientista John Gruzelier, do Imperial College, de Londres, desenvolve pesquisas com estudantes, cirurgiões, músicos e dançarinos no intuito de descobrir se o recurso pode favorecer o desempenho desses voluntários. Na Universidade de Tübingen, da Alemanha, o pesquisador Neils Birbaumer mantém um projeto, ainda em fase inicial, para verificar se o neurofeedback ajudaria criminosos psicopatas a controlar a impulsividade. E há indícios de que o método melhora a criatividade e o humor, intensifica orgasmos e autoconnfiança. Tudo com a força do pensamento. Parece ficção mas é neurociência.

7 . Transpirar para Fortalecer os Neurônios: esportes favorecem atividade cortical stress, depressão e ansiedade.

Caminhar por meia hora três vezes por semana pode melhorar em 15% as habilidades como aprendizado, concentração e raciocínio abstrato. Os efeitos são particularmente perceptíveis em pessoas com mais de 60 anos. Idosos que caminham regularmente apresentam melhor desempenho em testes de memória que seus correspondentes sedentários. Mais ainda, ao longo de vários anos, suas pontuações em uma variedade de testes cognitivos mostram um declínio muito menor que os dos sedentários.

Estudos realizados pela bióloga Camila Ferreira-Vorkapic, pesquisadora do Laboratório de Mapeamento Cerebral e Integração Sensório-Motora do Instituto de Psiquiatria da

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