O bom uso da rede: marketing pessoal


Fuja do lugar-comum, evite a informação fast-food. Prefira textos longos que ampliam o repertório e aumentam o seu conhecimento.

Revista Você S/A - por Gil Giardelli

Apesar da notável faci­lidade com que o bra­sileiro se apropria das mídias sociais, é triste ver como o comporta­mento das pessoas na web é infantil. Como criancinhas peraltas, xingamos, baixa­mos o nível e ofendemos a tudo e a todos. Como ado­lescentes baderneiros, picha­mos as paredes digitais com um conteúdo de quinta cate­goria. Muitas vezes, nos com­portamos como chipanzés replicadores. As pessoas se viciaram em compartilhar e a se deter em conteúdos "va­zios". Falam de tudo, mas não sabem de nada. É o conteú­do fast-food requentado da web. As pessoas estão pre­guiçosas, acomodadas e ime­diatistas na grande rede. Vai uma foto fofinha ou a última moda em tintas para unhas?

Quando foi concebida, a internet era o sonho da de­mocracia, das pessoas conec­tadas em rede para receber educação. Paira uma sensa­ção de fracasso. Há indícios de que o mau uso da rede prejudica as pessoas. A Uni­versidade de Maryland, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa usando como base 1 000 universitários de 37 países. O grupo foi impedido de usar tecnologia, Ao final do estudo, 79% dos estudan­tes mostraram sintomas aná­logos aos das síndromes de abstinência química: de­sespero, "esvaziamento", ansiedade e isolamento.

Considere ainda que o con­teúdo disponível na internet está longe de ser livre. Gigan­tes como Facebook e Google utilizam algoritmos para selecionar o seu conteúdo. Suas buscas são dirigidas. Bem-vindos ao efeito túnel: só interagimos com pessoas parecidas, que comparti­lham opiniões semelhantes. Na ditadura digital, quando você não curte uma opinião
discordante, o unfollow é a serventia da casa. Como profissional, você não deve perder a chance de intera­gir com pessoas diferentes. Das ideias opostas nasce a inovação. Dos questio­namentos, criam-se solu­ções. Da insatisfação, surge a mudança. A descober­ta é a base do crescimento.

Fuja do lugar-comum. Evite a informação fast­-food. Leia textos longos que acrescentem ao seu conhe­cimento, que tragam refle­xões. Fuja das toneladas de informações sem sentido que o sufocam a cada segundo.

Faça uma coisa de cada vez. Dê atenção total às tarefas para concluí-Ias o quanto antes. Você vai ter mais tempo para ver a vida lá fora. Porque neste mundo você pode ser um chipanzé ferramenteiro ou um pensa­dor estrategista. Um curador de conhecimento do século 21 ou um fanfarrão das re­des com cabeça de século 20.

    Leitura Dinâmica e Memorização

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