O poder do sorriso


O poder do sorriso

Revista Você S/A - por Andrea Giardino

Uma ma simples risada move 28 músculos da face. Um deles, o zigomático, eleva os cantos dos lábios. Já o orbicular faz os olhos se contraírem, formando o famoso pé-de­-galinha. É ele o responsável pelo verdadeiro sorriso, aquele que demonstra a emoção pura. Isso porque ele se contrai e se distende involuntariamente. O sorriso sincero cria empatia. "O sorriso une as pessoas", diz o médico Eduardo Lambert, autor do li­vro A Terapia do Riso (Editora Pensamento). Quem trabalha em uma empresa de cultura mais sisuda e já teve a oportunidade de co­nhecer um ambiente de trabalho mais descontraído, onde há bom humor (e risadas são permitidas), nota logo a diferença. Alguns es­tudos recentes comprovam que sorrir ajuda a fazer conexões, dá di­nheiro e, além de tudo, faz bem à saúde. Veja abaixo:

1 - Mais sérias

84% dos homens afirmam rir muito. Já entre as mulheres, apenas 68% dizem o mesmo. Elas acredi­tam que é arriscado demonstrar muita alegria no trabalho - pega mal. Enganam-se: os homens entrevistados afirmam que não as considerariam menos sérias ou menos competentes se elas rissem com mais frequência.

2 -O chefe ri, todos riem

O escritor americano Robert R. Provine, autor do Livro Laughter: A Scientific Investigation ("Risada: uma inves­tigação científica", em tradução Literal para o português), descobriu o que todo funcionário já sabe: quando o líder faz uma gracinha, seus funcionários riem muito mais do que quando um colega conta a mesma anedota.

3- Sorrir faz bem ao coração

Ao comparar as atitudes de 150 pessoas que sofreram infarto e 150 pessoas sadias, Michael Miller, cardiologista da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, chegou a uma conclusão: quem dá mais gargalhadas evita problemas cardíacos.

4 - Quem ri por último ganha mais

O pesquisador Fábio Sala, da Universidade de Boston (EUA), conduziu um estudo com executivos avaliados como excelentes e medianos. Os profissionais acima da média foram, durante a entrevista, duas vezes mais bem-humorados que os executivos de desempenho mediano. Ao ana­lisar os salários dos entrevistados, Fábio percebeu que os que riram mais ganham mais.

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