Quando aprender é um sofrimento


Crianças com distúrbios de aprendizagem podem chegar à vida adulta sem desenvolver plenamente suas capacidades.

Einsten Saúde

É na idade escolar que os sintomas dos distúrbios de aprendizagem tornam-se mais visíveis. A criança tem dificuldades em áreas como escrita, leitura e matemática - problemas frequentemente confundi­dos com falta de inteligência, preguiça ou desleixo. É verdade que nem todos os casos são distúrbios de aprendizagem. A maioria, aliás, está relacionada à falta de motivação e de interação com o professor, inadequação ao método de ensino e até doenças, como anemia, depressão ou comprometimento da visão e audição. Todas essas questões influenciam no aprendizado e devem ser descartadas antes de se partir para o passo seguinte: investigar a exis­tência de distúrbios de aprendiza­gem, que são disfunções de ori­gem neurobiológica.

Os mais frequentes são dislexia (afeta a leitura e a escrita), trans­torno não verbal de aprendiza­gem (afeta o desenvolvimento de habilidades sociais) e discalculia (dificuldade com cálculos). Tam­bém comum é o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA), um distúrbio de comportamento que pode prejudicar a aprendizagem.

Quando essas disfunções não são adequadamente identificadas e tratadas, a criança pode ter seu de­senvolvimento escolar, psicológico e social compro­metido e, por vezes, carregar o problema ao longo da vida. Além do desempenho educacional, elas afe­tam a autoestima e podem, com o tempo, desencadear outros sintomas, como ansiedade, depressão, agressividade ou, ainda, o bullying por parte de outras crianças.

A dificuldade de aprender é uma das queixas mais frequentes nos consu ltórtos pediátricos. O diagnóstico não é fácil, pois não há exames de irnaqern ou laboratoriais que identifiquem o problema. Exige avaliação da criança por dife­rentes profissionais, como neurologista, psico­pedagogo, psicólogo e fonoaudiólogo. Mas há tratamento - e ele funciona!

Exercícios e atividades psico­pedagógicas entram em pauta. A falta de ftuêncra na leitura e es­crita, típica da dislexia, por exem­plo, pode ser corrigida ou minimi­zada com exercícios em que a criança é incentivada a fazer ri­mas, soletrar ou formar novas palavras, retirando uma sílaba ou letra. Estudos mostram que, após dois meses, há significativa ativa­ção das regiões do cérebro res­ponsáveis pelo aprendizado.

O estímulo, acompanhado de orientação à criança, país e professores, ajuda quem tem distúrbios de aprendizagem a descobrir caminhos para o conheci­mento. Em alguns casos de TDHA, o tratamento pode envolver, ainda, uso de medicamentos. O im­portante é não deixar que a criança passe a vida encarando a escola como um sofrimento. Ela deve ser, acirna de tudo, lugar de descobertas.

    Leitura Dinâmica e Memorização

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