A comida saudável está na moda


 Contra a obesidade, aprendendo a trocar gordura por grãos.

Jornal Folha de São Paulo - por Lyndsey Lewis

Crlticos da guerra contra os maus hábitos alimentares frequentemente a ironizam, dizendo que é uma brincadeira para pessoas ricas e Michelle Obama. Seria dificil contestar os beneflcios de uma dieta saudável, mas algumas pes­soas "do con­tra" vêem os esforços para incentivar a alimentação saudável como sendo uma violação de direitos pessoais.

Ninguém está revogando a liberdade de consumir alimentos gordurosos. Mas, com as cinturas crescendo em todo o mundo e os casos de diabetes e doenças car­díacas aumentando, a busca por hábítos alimentares melhores transcende divisões socíoeconômicas ou de classe.

A difusão da obesidade pode ser atribulda em parte à pro­liferação da comida de estilo americano. Em muitos lugares do mundo, as dietas antes ricas em frutas, verduras e grãos hoje in­cluem hambúrgueres e fritas. Mi­chelle Obama, que vem lutando contra dificuldades grandes para tentar fazer com que verduras entrem na moda nos Estados Uni­dos, quer estender sua campanha pela alimentação mais saudável para fora das fronteiras do pais.

A obesidade "está se tornando um problema internacional", dis­se Obama este ano, anunciando seus planos para difundir glo­balmente sua mensagem sobre a importância da boa alimentação e dos exercicios fisicos. Enquanto isso, várias iniciati­vas visam mudar o modo como os americanos se alimentam.

Um programa novo chamado FoodCorps busca melhorar a qualidade da alimentação infan­til. Os participantes do programa são enviados para comunidades onde a obesidade infantil é comum. Os voluntários deste ano estão trabalhando em dez Estados, promovendo a nutrição e lutando por melhores opções alimentares nas escolas. "Eu ficaria ainda mais feliz se houvesse 50 membros do FoodCorps em cada Estado", es­creveu Mark Bittman no NYT.

Os jovens não são os únicos que podem começar a ver mais folha verdes em seus pratos. No delta do Mississippi, líderes religioso: incentivam os fiéis a resistir a algumas tradições sulinas, que muitas vezes incluem frango frito e macarrão com queijo e creme. De acordo com a Fundação Kaiser Família, o Mississippi tem uma porcentagem de crianças obesas maior que qualquer outro Estado americano e é o segundo colocado do país em termos de adultos diabéticos. Para combater essas estatísticas preocupantes, as igrejas agora oferecem frutas e legumes aos fiéis. A ideia é que instituições comunitárias atuem como catalisadoras de transformações. "Não estou dizendo que isso precise ser feito pela igreja", disse o pastor Kevin Wiley, do Mis­sissippi. "Mas precisa ser feito por gente da "comunidade."

Mas as iguarias tradicionais podem não ser as principais cul­padas pela obesidade na geração jovem do Mississippi. Johnnie Carter, que promove hábitos alimentares melhores em sua igreja, disse ao NYT que os res­taurantes de fast food podem se uma grande atração para os jo­vens. Afinal, eles servem comida barata e conveniente.

Mas isso não significa que preparar as refeições em casa seja um hábito fadado a acabar. Algumas pessoas estão descobrindo que comida barata também pode ser saudável e feita em casa. E melhor ainda que comida preparada em casa é comida cultivada em casa. Uma influ­ência positiva dos problemas na economia vem sendo que mais americanos vêm cultivando seu próprios legumes. Ao mesmo tempo em que poupam dinheiro, eles consomem vegetais mais frescos.

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