Ainda bem que eu sou bom


A superconfiança (em dose moderada) é uma vantagem.

Revista Época Negócios.

Estudos da ciência comportamental apontam o ser humano como uma espécie de "máquina superconfiante", que geralmente exagera as avaliações sobre as próprias qualidades. Ao responder a pesquisas sobre seu desempenho, por exemplo, a maioria se considera acima da média - uma conclusão que desafia a possibilidade estatística. Essa defasagem entre a autoilusão e a realidade pode gerar no ambiente de trabalho consequências até piores do que a incompetência das pessoas menos inteligentes, alertam cientistas e consultores. Mas Eric Barker, especialista em comportamento do blog Barking up the Wrong Tree ("Latindo para a árvore errada"), defende o oposto: desde que não se atinjam extremos, achar-se mais capaz do que é faz a pessoa aceitar tarefas mais desafiadoras. Ao contrário, quem deprecia suas capacidades geralmente só aceita tarefas menos complexas. Barker enumera as vantagens da autoilusão:

1. Pessoas superconfiantes trabalham melhor, pois menosprezam limitações à sua capacidade.

2. A presença de superconfiantes em uma equipe impulsiona e motiva os demais membros.

3. Os superconfiantes levam a uma melhora geral dos salários. A baixa confiança os deprime.

4. Pessoas autoiludidas sobre competência e perspectivas futuras geralmente são mais felizes e têm uma vida mais saudável, o que se reflete no desempenho profissional.

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