Apoio para o Aluno Fazer a Escolha Certa


Pesquisas de mercado, diálogos com professores e testes vocacionais ajudam a definir a carreira a ser trilhada.

Jornal Folha de São Paulo

Ao concluir o ensino médio ou um cursinho pré-vestibular, nem todos os jovens têm clareza quanto à carreira a seguir. Para muitos deles, a decisão é um fardo pesado, em geral porque oscilam entre sucumbir a um desejo - de fazer o que gosta - e considerar as condições de mercado, o que pode sinalizar a remuneração futura e, consequentemente, a realização de projetos de vida. Mas uma coisa não necessariamente elimina a outra. Alguém que tem paixão por pintura, por exemplo, pode se satisfazer em um curso de Design e conseguir aliar perfeitamente sua habilidade às necessidades mercadológicas.

Para equacionar a questão, os indecisos têm uma série de recursos à mão, como pesquisar sobre as novas profissões ligadas às suas aptidões e manter diálogos com professores e profissionais de diferentes disciplinas e setores de atuação. No primeiro caso, é possível verificar os mercados que estão saturados, o que pode apontar uma dificuldade maior para conseguir emprego depois de formado. Já ao manter contato com trabalhadores experientes, o estudante pode se atualizar sobre as modificações pelas quais passam as profissões que o interessam. Afinal, em um mundo em constante transformação, novas tecnologias e metodologias exigem alterações contínuas do perfil dos profissionais.

Outra alternativa é recorrer aos testes vocacionais, que embora não tenham como propósito apontar a profissão a ser seguida, podem ajudar a identificar áreas de interesse. Muitos colégios já oferecem esse serviço como uma atenção extra aos alunos que estão prestes a prestar vestibular. Um deles é o Albert Sabin, de São Paulo, que mantém o programa Orientação Vocacional, em que os professores amparam os alunos na decisão, todos sob a consultoria de um psicólogo. O trabalho começa no primeiro semestre da 3ª série do ensino médio e envolve desde testes vocacionais e exercícios de psicodrama - nos quais os estudantes incorporam algumas profissões - até meditação.

Mais uma forma de obter ajuda é procurar as clínicas de psicologia ligadas às universidades. A da Metodista de São Paulo, por exemplo, oferece programas duas vezes ao ano - em fevereiro e agosto -, com duração de oito sessões, que incluem a aplicação de testes por alunos do último ano do curso de Psicologia. A partir dos resultados, é feita uma avaliação dos aspectos intelectuais, emocionais e psicomotores e das aptidões e interesses, apresentada aos pacientes sempre com a orientação de professores da instituição. O trabalho tem custo, porém praticamennte simbólico: R$ 20,00 pela triagem e R$ 10,00 por sessão.

Rede a serviço do aluno

A internet também é aliada dos jovens que têm à frente o desafio de escolher a profissão. Muitos sites colocam à disposição testes vocacionais que podem, no mínimo, ajudar a eliminar algumas possibilidades e concentrar o foco em outras. Confira alguns endereços:

www.mundovestibular.com.br
http:/vocacional.faculdadeparaiso.edu.br/
www.oportaldosestudantes.com.br/index.asp

www.vestibular1.com.br

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