Cientistas defendem uso de “pílula da inteligência”


O uso de medicamentos para melhorar o desempenho intelectual em pessoas saudáveis é uma questão polêmica. Agora, porém, o uso responsável de recursos tecnológicos para "turbinar" o cérebro conta com o apoio de renomados neurocientistas, que publicaram na revista Nature um manifesto a favor da prática. Entre as drogas destinadas a esse fim estão o metilfenidato, mais conhecido como Ritalina, usado para o tratamento da síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, e o modafinil, indicado para pacientes com narcoleppsia. Muitos pesquisadores e estudantes dos Estados Unidos vêm usando esses remédios (adquiridos no mercado negro, uma vez que são vendidos legalmente apenas sob prescrição).

Muitos defendem que o uso da farmacologia para aperfeiçoar a capacidade cognitiva não deve ser visto como uma espécie de trapaça, já que a humanidade sempre buscou formas de aperfeiçoar seu desempenho, seja por meio da educação, da alimentação ou da meditação, por exemplo. Cientistas argumentam, no entanto, que essas drogas devem ser cuidadosamente estudadas para esse fim, e devem ser avaliados seus riscos e benefícios. "Se os novos métodos forem eficazes e seguros, vão beneficiar os indivíduos e a sociedade", escreveram. Opiniões podem ser conferidas num fórum público da Nature: http://tinyurl.com/6nyu29.

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