Contra “perda de tempo”, Bloomberg adota cronômetro


Jornal Folha de São Paulo - por Álvaro Fagundes 

As reuniões na Prefeitura de Nova York agora estão com as horas contadas literalmente.

Por uma decisão do prefei­to Michael Bloomberg, cro­nômetros estão sendo colo­cados nas salas de reunião para aumentar a produtivi­dade no trabalho. A ideia é simples e chega a lembrar o relógio usado em jogos de xadrez. No começo da reunião, um botão é aper­tado e os participantes po­dem observar (o cronômetro é digital, e os números, gran­des) quanto tempo se passou desde o início do encontro.

Segundo Stu Loeser, por­ta-voz do prefeito, a sugestão dos relógios foi feita por um amigo de Bloomberg que tra­balha no setor privado. Na empresa dele, os cronôme­tros teriam reduzido em 20% a duração das reuniões. "Não estamos aqui para fi­car sentados reunidos uns com os outros. Estamos aqui para resolver as coisas", dis­se ao "Wall Street Journal".

Quatro desses relógios já foram instalados na prefeitu­ra e mais oito logo devem en­trar em funcionamento. O in­vestimento foi feito por um doador que não teve sua identidade revelada. Bloomberg, que é dono da agências de informações eco­nômicas de mesmo nome e tem um patrimônio avaliado em US$ 18 bilhões (é o déci­mo americano mais rico, se­ gundo a "Forbes"), é conhe­cido por cobrar o aumento de produtividade de seus fun­cionários. Em um trecho da sua auto­biografia, Ele conta como fi­cava frustrado com reuniões na sua empresa em que os funcionários liam suas apre­sentações, com o mesmo ma­terial que fora entregue aos demais participantes no iní­cio do encontro. "Na semana seguinte, eu tirei as cadeiras da sala de conferência antes do início da reunião"; escreveu Bloomberg. "E impressio­nante como são mais rápidas e mais focadas as reuniões feitas de pé."

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