Educação protege contra sintomas do Alzheimer


Várias pesquisas já mostraaram que, nos pacientes com Alzheimer que estudaram até o nível superior, as lesões cerebrais são mais acentuadas do que naqueles com menor grau de instrução. Em compensação, eles estão mais protegidos contra os sintomas do distúrbio. Sim, é contraditório. Em artigo publicado na revista Neurology, pesquisadores de nove universidades européias apresentam uma possível explicação para o fenômeno.

Depois de analisar o cérebro de quase 500 idosos, os autores observam que quanto mais anos de estudo e mais itelectualmente exigente foi a profissão deles, maior sua "reserva cognitiva". Na prática, isso significa que se compararmos dois pacientes com Alzheimer - um tradutor e um garçon, por exemplo - com exatamente o mesmo nível de déficit de memória, uma análise anatômica do cérebro mostrará que as lesões estão bem mais avançadas no primeiro. Ou seja, a atividade intelectual não impede a progressão das lesões anatômicas causadas pela doença, mas retarda significativamente a manifestação dos sintomas - o que é, na verdade, o aspecto mais temido da doença.

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