Jornadas extensas levam ao estresse


Jornal Gazeta Mercantil

Três em cada quatro pessoas que trabalham mais de 40 horas semanais (77%)"apresentam um alto nível de estresse, de acordo com um estudo do Observatório de Riscos Psicossociais da UGT. A pesquisa indicou que 22% dos profissionais realizam uma jornada de trabalho maior do que aquela estabelecida pela lei.

O excesso de jornada é um dos fatores que levam funcionários a pedirem licença por problemas de ansiedade, estresse e depressão. O levantamento entrevistou mais de 4 mil profissionais de diferentes setores.

Os homens são os que trabalham o maior número de horas, ainda que as mulheres, que realizam jornadas de 35 a 40 horas, enfrentem um segundo turno quando chegam em casa. A pesquisa mostra uma tendência de aumento da carga horária, por meio de horas extras e de formas "flexíveis" de trabalho, que na realidade mascaram a duração do expediente.

Deste modo, 60% do total de profissionais vêem-se obrigados a enfrentar uma jornada de trabalho excessiva. O número sobe para 81 % se forem considerados aqueles que cumprem mais de 40 horas por semana, além das horas extras. O estudo mostra ainda que 22% dos pesquisados têm uma jornada de trabalho superior a 40 horas semanais e, entre estes, 77% apresentam um alto nível de estresse.

Os sintomas mais freqüentes que foram relatados pelos entrevistados são sensação de cansaço e fadiga (47%), dores no pescoço (40%), problemas ligados ao sono (35%), irritabilidade (35%), dor de cabeça (32%) e dificuldade de concentração (29%). Além disso, os profissionais que cumprem mais de 40 horas por semana e correm o risco de sofrer com problemas de estresse, tiveram sua saúde afetada nos últimos 12 meses.

Segundo o estudo, 6% dos pesquisados que trabalham mais de 40 horas tiraram licença médica, sendo as principais causas a ansiedade (42% dos que pediram licença), o estresse (34%) e a depressão (34%). A pesquisa aponta para a necessidade de estabelecer limites saudáveis para o número de horas diárias de trabalho que permitam a recuperação e o descanso efetivo do profissional, evitando assim o aparecimento de transtornos e doenças relacionaados ao excesso de trabalho.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), aproximadamente 600 milhões de pessoas trabalham mais de 48 horas semanais. Isso pode ser prejudicial à saúde e acarretar problemas graves aos profissionais, como estresse, fadiga, transtornos de sono, doenças cardiovasculares e mentais, entre outros.

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