Leite faz mal?


Pode fazer. Mas dá para reduzir a ingestão ou buscar cálcio em outras fontes.

Revista Galileu - por Denise Dalla Colletta

A bebida contém importante quan­tidade de cálcio, essencial para nossos ossos, mas vem se tor­nando polêmica à medida que se descobriu que pode causar também uma série de alergias e doenças. Um estudo re­cente feito pela Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 57% dos brasileiros brancos têm diminuição da enzima que di­gere a lactose, o açúcar do leite. "Na idade adulta, o comum é sermos intolerantes a ele. Os mamíferos nascem para tomar leite só até os dois anos", diz Rejane Mattar, uma das autoras do estudo e imunologista do Hospital das Clínicas. "Quem tem má digestão pode diminuir a quantidade ou trocar por queijo e iogurte. Mas não, deve cortar totalmente porque seu cálcio, é importante", diz.

Para algumas linhas de estudos de nutrição, a ingestão da bebida traz outros problemas, como alergias e processos inflamatórios. "Quando, qualquer proteína mal digerida, pode passar para o sangue se houver buracos na parede do intestino", diz a nutricionista Denise Madi Cerreiro. O organismo passa a combater esta macro­ molécula como se fosse um corpo estranho e podem aparecer rinite, sinusite, esofagi­te, dermatite, otite e celulite para quem in­gere constantemente. "A proteína do leite de vaca pode até estar ligada ao acúmulo de gordura na barriga, aumento de pres­são arterial, diabetes, ovário policístico, distúrbios de concentração, ansiedade e depressão", diz Cerreiro. Esses problemas psicológicos podem ser consequência de qualquer processo alérgico em que ocor­re o aumento da histamina. Essa última: influencia a liberação da serotonina, que acaba afetando nosso bem-estar emocional. A nutricionista: indica que as necessidades de cálcio sejam supridas também com vegetais. Eles apresentam o mineral em menor quantidade, mas sua absorção pelo corpo causa menos problemas.

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