Mapa para a memória


Revista Scientific American

Criar memória de longa duração significa alterar quimicamente o cérebro. Neurocientistas da Universidade Harvard, Estados Unidos, conseguiram observar, pela primeira vez, novas proteínas sendo sintetizadas nas sinapses entre os neurônios. O processo foi observado em moscas-das-frutas e ocorreu enquanto os insetos aprendiam a associar um odor a um choque elétrico. A equipe do biólogo molecular Sam Kunes encontrou um novo caminho bioquímico que determina se e quando essa síntese protéica ocorre.

Usando marcadores fluorescentes, Kunes constatou a alteração das sinapses depois da exposição ao odor. A alteração equivalia à diferença entre lembrar de algo por uma hora (memória de curto prazo) e por um dia (de longo prazo, no caso da mosca). Pelo fato de a estrutura básica desse caminho bioquímico ser a mesma em camundongos e humanos, Kunes acredita que as descobertas levarão a uma melhor compreensão do funcionamento da memória em animais superiores e podem resultar em terapias para problemas de esquecimento.

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