Nada substitui uma boa conversa


Para ativar o cérebro, interação social vale mais que exercício.

Revista Época Negócios

Testes e quebra-cabeças são utilizados há muito tempo para estimular as atividades cerebrais e impulsionar a capacidade de raciocínio. Mas um experimento de pesquisadores da Universidade de Michigan, divulgado na publicação Social Psychological and Personality Science, sugere que as interações sociais podem ser um estimulante cerebral mais eficiente. No teste, um grupo de participantes interagia durante dez minutos com desconhecidos, formulando perguntas aleatórias, para depois se submeter a testes cognitivos. Um segundo grupo recebia quebra-cabeças antes dos testes. E um terceiro grupo ia para os testes diretamente. Os participantes que passaram por interações sociais tiveram um desempenho melhor.

Dois outros experimentos corroboram essas conclusões. A Newcastle Business School, da Inglaterra, ao avaliar a interação entre a academia e a indústria (essencial para o processo de inovação aberta), constatou que seu sucesso depende dos processos sociais que facilitam a colaboração. E a Universidade da Lapônia, na Finlândia, verificou que os benefícios obtidos com uma maior interação social multidisciplinar eram mais valorizados pelos participantes do que resultados concretos para questões específicas.

 

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