Nem quieto, nem extrovertido


Quem mais faz sucesso é o ambivertido.


Revista Época Negócios

Normalmente se pensa que uma pessoa extrovertida, falante e ativa obtém mais sucesso na vida profissional do que uma introvertida. Ainda mais no setor de vendas, no qual a lábia é fundamental. Mas essa dualidade é simplista, pelo menos segundo estudo da Wharton School sobre desempenho em vendas: quem mais se deu bem em seus experimentos não foi nem um nem outro tipo: foi o "ambivertido", que está no meio dessas categorias. Embora o termo tenha sido cunhado pelo psicólogo Hans Eysenck em 1947, esse grupo intermediário já havia sido detectado em Tipos Psicológicos, de Carl G. Jung, para quem os ambivertidos, na verdade, são até mais numerosos do que os dois grupos anteriores, embora chamem menos atenção.

Nos testes da Wharton os ambivertidos obtiveram 24% a mais de recompensas que os supostamente favoritos extrovertidos, graças a seu traço de personalidade que Ihes permite uma atitude mais flexível para falar ou ouvir, quando for o caso, expressando a assertividade e o entusiasmo suficientes para convencer o cliente, mas permitindo que este expresse seus desejos e dúvidas sem forçá-Io a fazer o negócio com excesso de pressão. Além disso, ambivertidos são mais estáveis emocionalmente do que extrovertidos (que não se abalam muito com fatores externos) e introvertidos (geralmente hipersensíveis). Ambivertidos também são mais intuitivos, sabendo quando falar e impulsionar ações ou quando ouvir e se segurar. Para os autores, a vantagem dos ambivertidos em relação a seus rivais pode ser resumida numa palavra: equilíbrio.

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