O código dos gurus


Por que eles fazem tanto sucesso.

Revista Época Negócios

Michael Porter, Jim Collins, Clayton Christensen: se houvesse uma "Calçada da Fama" dos pensadores de gestão, seus nomes estariam ali. Como, porém, explicar o fenômeno do guru? A consultora e especialista em liderança Denise Brousseau (fundadora do Thought Leadership Lab, nos EUA) se debruçou sobre as obras mais Influentes de gestão e negócios das últimas décadas em busca de respostas. Tornar-se um guru, diz ela, não é só uma questão de conteúdo. Em livro recém-lançado, Denise elenca cinco características essenciais para fazer parte do clube.

Tlmlng e originalidade

O guru explica - de forma original - uma questão até então inédita no cenário dos negócios, mas que ganhou súbita (e preocupante) relevância. Ao lançar O Dilema da Inovação, em 1997, Clayton Christensen expôs o risco corrido pelas empresas ao não adotar novas tecnologias e novos modelos de negócios. Hoje soa banal, mas foi revolucionário, 17 anos atrás.

Poder de explicação

 As obras dos gurus têm o poder de explicar de forma simples questões espinhosas. No livro A Estratégia do Oceano Azul, de 2005, o duo de professores do Insead W. Chan Kim e Renée Mauborgne utilizou uma imagem singela (o oceano) para dizer que empresas devem fugir do mercado cheio de sangue das batalhas entre concorrentes (vermelho) rumo ao mercado inexplorado (azul), com produtos ou serviços únicos.

Valor pragmático

 As ideias dos gurus têm valor universal, produzindo resultados em mercados diversos.  A Inovação Reverso, tese - e livro homônimo - de Vijay Govindarajan, fruto do período que o professor do Dartmouth College, nos EUA, passou como consultor chefe de Inovação na GE, foi adotada não só por Indústrias de bens de consumo mas também na gestão hospitalar.

Alicerce sólido

Antes de escrever suas obras, os gurus passam por um extenuante período de pesquisa. Feitas para Durar, lançado em 1994 por Jim Colllns e Jerry Porras, demandou seis anos de estudo.

Plateia cativa

Em todos os casos estudados por Denise, havia uma plateia natural para a obra. Um exemplo é o do estrategista Mlchael Porter. Nos anos 80, foi catapultado ao estrelato do mundo da administração quando conseguiu dar um enfoque simples aos dilemas da estratégia.

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