O papel ainda é melhor


Anotações feitas a mão resultam em melhor aprendizado.

Revista Época Negócios

Já se sabia que, apesar da rapidez e praticidade, anotações em notebooks e laptops em sala de aula têm a desvantagem de oferecer uma gama de distrações, via internet. Mas, mesmo desconectado, o computador perde na comparação mais importante - a da eficiência do aprendizado - para o velho hábito de anotar à mão, num papel. Numa pesquisa realizada na Universidade de Princeton (Nova Jersey, EUA), dois grupos de alunos foram levados a assistir e anotar uma palestra do TED, o primeiro em laptops (sem internet) e o segundo à mão. Depois de serem submetidos a três tarefas para distraí-los, durante 30 minutos, os estudantes responderam perguntas sobre o que tinham ouvido na palestra. O resultado foi que o número de acertos empatou quando as perguntas eram sobre dados factuais (datas, por exemplo), mas os que anotaram à mão se deram bem melhor nas questões conceituais (como:
quais são as diferenças entre as políticas de igualdade no Japão e na Suécia?). A explicação é que, no teclado, tende-se a transcrever o que se ouve e, no papel, a processar a informação.

 

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