O selvagem mundo das ideias


Uma receita para fazer com que as suas sejam vencedoras.

Revista Época Negócios - por Álvaro Oppermann

Milhares de livros especializados são lançados todos os anos. O que leva alguns a se destacar e virar best-sellers? Esta é a questão que o escritor John Butman procura responder no livro Breaking Out: How to Build Influence in a World of Competing Ideas (algo como "Despontando: como construir influência num mundo de competição de ideias".

Os bons livros, diz Butman, "respiram". Suas ideias se tornam universais como o ar. Ele detectou características comuns entre os livros de sucesso - e seus autores. E de onde vem sua autoridade para tratar do assunto? Burtman escreveu cinco livros e colaborou com mais de 20, entre eles vários sucessos, como Treasure Hunt, do diretor do BCG Michael Silverstein, um dos livros de negócios mais influentes da última década. Eis o que ele considera essencial para vencer no mundo das ideias.

1. Narrativa Pessoal

Bons autores não se atêm a conceitos e abstrações. Eles recheiam suas obras com casos saborosos, tirados de sua experiência pessoal. "Até mesmo um escritor acadêmico como o psicólogo Daniel Kahneman (Nobel de economia) está incluindo narrativas pessoais em seus livros", diz.

2. Zeitgeist

Esta palavra alemã significa espírito do tempo. Autores de sucesso são antenados, percebem quais são as aspirações e preocupações do público. Têm o "pulso" do mercado.

3. Versatilidade

Não adianta só escrever bem. "Os livros têm de ser bons, mas também os vídeos do autor no YouTube, as palestras no TED", diz Butman. O autor tem de ser "ambidestro": escrever e falar bem em público. Um bom exemplo é o autor Daniel Pink (Motivação 3.0). "Seus livros são bons. Mas estude suas palestras no TED. São um show." 

4. Práticas

"É indispensável oferecer ao público formas de colocar as ideias em prática", diz Butman.

5. Legibilidade

Parece óbvio, porém muitos aspirantes a escritor, ainda hoje, abusam de linguagem rebuscada. "Escrever de forma fácil dá um trabalhão", diz Dan Brown, autor de O Código Da Vinci.

6. Canal de feedback

Scott Adams, criador das tirinhas do Dilbert, tem trabalhado nos últimos anos em sistema de crowdsourcing, com ideias submetidas pelos fãs por meio do seu website. "Não se acomode em ser simplesmente um canal unilateral de comunicação."

7. Presença

Ser recluso como J.D. Salinger é um luxo impensável. As redes sociais são o exemplo mais óbvio de que é imprescindível marcar presença hoje em dia.

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