Prevendo erros


Revista Psique - Ciência & Vida

Segundo estudos realizados na Universidade de Bergen, na Noruega, e na Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, trabalho monótono põe cérebro em "piloto automático". Esse tipo de efeito pode causar aos indivíduos sérios problemas, uma vez que aumenta a possibilidade de cometer erros, mesmo em tarefas simples, como dirigir carros e corrigir provas. No estudo, o professor Tom Eichele e seus colegas pediram que os voluntários fizessem repetidamente um experimento em que os indivíduos deveriam responder rapidamente a pistas visuais. Os cientistas, usando imagens de ressonância magnética funcional, por meio de exames cerebrais, descobriram que os erros podem ser previstos com até 30 segundos de antecedência, pois as atividades no cérebro oscilam e mostram uma mudança, ocorrendo menos esforço para completar a mesma tarefa. Mas os cientistas frisam que ainda não se sabe se a mudança na atividade do cérebro observada tem uma ligação causal com os erros. Quando confirmada, seria dada a partida na idealização de um dispositivo que avisasse ao indivíduo quando o cérebro entra nesse estado, propício a erros.

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