Pronta para se unir?


Sob ameaça, mulheres se unem e homens se distanciam

Scientific American Brasil por Ingrid Wickelgren

Sob estresse lutamos ou fugimos, ou pelo menos é isso que cientistas vêm pregando há tempos. Mas essa resposta pode ser apenas uma estratégia masculina. Novas evidências mostram como, ao contrário dos homens, mulheres sob estresse "se protegem mutuamente", dedicando-se ao apoio e defesa recíprocos dentro de redes sociais.

No encontro anual da Sociedade de Neurociência Cognitiva deste ano, em Montreal, a psicóloga Mara Mather, da University of Southern California, e seus colegas pediram a homens e mulheres voluntários que colocassem as mãos em água gelada, o que fez dispara o hormônio do estresse cortisol. Em seguida olhavam para rostos neutros ou zangados enquanto estavam deitados dentro de um scanner cerebral.

Os homens estressados mostraram menos atividade em uma região específica do cérebro para processamento de rostos que homens não estressados, sugerindo que sua capacidade de avaliar expressões faciais diminuiu. Em contraste, a região ficou mais ativa em mulheres estressadas. Além disso, essas mulheres mostraram grande atividade no circuito cerebral que possibilita a compreensão das emoções alheias. A habilidade aprimorada de ler faces e demonstrar empatia nas mulheres estressadas pode estar subjacente à propensão para a união em circunstâncias difíceis, que pode ter evoluído como uma forma de proteger a prole.

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