Quer inovar? Envelheça!


Ideias complexas exigem experiência, diz consultor.

Revista Época Negócios - Paulo Eduardo Nogueira

O mito recorrente de que grandes inovadores são jo­vens que nem terminaram a faculdade é conveniente para pagar salários mais baixos, mas pode ser uma estratégia míope, segun­do o consultor Tom Agan, da agência de inovação Rivia, em artigo escrito para o The New York Times. Agan cita um estu­do do pesquisador Benjamin Jones, da Northwestern University, mostrando que as pessoas ficam mais inovadoras com o passar do tempo, e não o contrá­rio, graças ao acúmulo de conhecimento. Segundo o estudo, tornar nossas ideias mais complexas requer certos prazos: a idade média para obter uma grande con­quista científica (que levaria a um Nobel ou a uma grande invenção) subiu de 32 anos, em 1900, para 38 anos, no ano 2000. Agan diz que as ideias mais influen­tes levam anos para surgir e ser aplicadas. Mas no mercado atual, seja em finanças, corporações e até em universidades, vê-se cada vez mais a predominância dos jovens. Estatísticas mostram que os mais velhos permanecem mais tempo desempregados e lideram eventuais lis­tas de cortes. Agan adverte que mesmo um brilhante CEO de 26 anos ainda tem experiência limitada para liderar pesso­as. "Deveríamos encorajar aqueles com melhor desempenho a permanecer no cargo, dando-lhes anos para liderar ino­vações, que podem ir da criação ao lan­çamento de produtos", diz.

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