Xadrez e cognição


Revista Scientific American

Como a habilidade de uma pessoa no xadrez pode ser medida e submetida a experimentos de laboratório, o jogo se tornou um campo de testes importante para pesquisas sobre cognição. "Esse tipo de atividade estimula a capacidade de antecipação, o raciocínio lógico e abstrato, ajudando o cérebro a aprender a pensar" por meio de uma atividade prazerosa", afirma a psicopedagoga Kátia Kühn Chedid, integrante de grupos de estudo sobre educação e neurociências na Universidade de São Paulo (USP) e na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Assim como outras escolas, o Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, onde Chedid trabalha, oferece aulas de xadrez aos alunos.

O lançamento de Xeque-mate! Meu primeiro livro de xadrez, de Gany Kasparov, pode ser bastante útil para estudantes - além de divertido. Embora não seja direcionado especificamente as crianças e adolescentes, o livro apresenta as peças, ensina regras, movimentos e até truques em liguagem clara e páginas bem ilustradas. De fato, o autor tem muito a dizer: o campeão do esporte manteve o título mundial entre 1985 e 2000 e atualmente empenha-se na divulgação do jogo.

A idéia de que a prática favorece o desenvolvimento de áreas especificas do cérebro tem despertado o interesse de especiaalistas há bastante tempo. Em 1894, o psicólogo francês Alfred Binet, um dos pioneiros na criação de testes de inteligência, realizou um estudo no qual pediu a enxadristas que descrevessem como raciocinavam durante as partidas.

Xeque-mate! Meu primeiro livro de xadrez. Garry Gasparov. Artmed, 2007

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